O trabalhador paraense já vive sobressaltado quando o assunto é assalto. A onda de violência que assola a região metropolitana de Belém afeta diretamente a população, que precisa conviver diariamente com a insegurança. A qualquer momento, qualquer pessoa pode entrar nas estatísticas como vítima de crimes. Quem vive de transporte de pessoas, sabe muito bem que a necessidade em levar o sustento para casa anda lado a lado com o risco de morte.
Durante a madrugada, algumas pessoas se arriscam trabalhando como mototaxistas, taxistas e em transportes alternativos. Mesmo com pouca rotatividade de dinheiro neste horário, a criminalidade arruma um jeito de fazer vítimas e, quem já passou por essas experiências, jamais se esquece.
“É um risco que a gente corre. Precisamos trabalhar e, mesmo sabendo que de madrugada o risco é maior, a gente não sabe quem leva. Pega passageiro que não conhece e, infelizmente, não conseguimos identificar as intenções somente olhando o rosto. Ano passado levaram uma moto minha”, relata o mototaxista Expedito Furtado.
Muitos casos de roubos que ocorrem durante a madrugada em Belém, tem os taxistas como alvos. Para Joel Assis, alguns bandidos fazem “casinha” para roubar os pertences do trabalhador. “Na maioria das vezes a gente não vê o que tá escrito na cara dos passageiros. A gente vai na sorte, mas tem momentos que procuramos evitar essas corridas, para nos prevenir de assalto ou até mesmo de alguma coisa pior”, concluiu o trabalhador.
Quem vive de transporte alternativo, em Belém, também sofre com a insegurança. Paulo Gabriel relata que foi preciso mudar de rotina para tentar se proteger. “Já fui assaltado por volta das 8h da noite, inclusive até mudei de horário e agora trabalho mais de dia”.
O motorista fala da desconfiança. “A gente não confia em nenhum passageiro: mulher, homem ou criança, em qualquer hora, pois qualquer um pode te assaltar”, lamentou o trabalhador.
SEGURANÇA FALHA
A verdade é que a criminalidade não para de crescer no estado do Pará, a segurança pública mostra-se falha e sem condições de atender a população e, enquanto isso, os trabalhadores saem de casa sem a garantia de que voltarão vivos.
(Paulo Magno)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar