Três homens tiveram mortes violentas no último final de semana na cidade de Breves, localizada no arquipélago do Marajó. Os casos estão sendo investigados por policiais civis e foram registrados na Delegacia do município ontem pela manhã.
Segundo o delegado Artur Carlos de Oliveira Silva Júnior, da Polícia Civil, um ribeirinho fez denúncia anônima e disse que 3 homens, na localidade Jacaré Grande, tentaram roubar uma pessoa em frente à “boca” dos rios Buiuçu e Companhia.
A vítima teria reagido e matado 2 dos assaltantes. O fato teria ocorrido às 18h do sábado (05) e, com medo de represálias, a vítima do assalto, estava escondida no matagal com sua esposa, que está de resguardo. O policial civil acionou policiais militares do Grupamento Tático Operacional de Breves e eles foram ontem de manhã ao Jacaré Grande.
O tenente coronel Lopes, da Polícia Militar, informou que um dos corpos foi encontrado boiando no rio Jacaré Grande, em frente da vila Curumu, e o resgate do cadáver foi feito. O outro corpo ainda está desaparecido. Nenhum dos 2 foi identificado.
TERCEIRA MORTE
A terceira morte foi comunicada por um agente prisional do Centro de Recuperação Regional de Breves. Ele contou ao delegado Artur Carlos de Oliveira Silva Júnior que estava de serviço quando, por volta das 23h40, domingo (06) escutou presos batendo forte nas grades. Chamaram a atenção dos agentes prisionais.
Com cautela, os agentes foram primeiro na ala onde ficam os presos conhecida como “ala superior” e descobriram que Gedson Rego Belo, de 19 anos e Orisvan Azevedo da Silva, 18, haviam matado o também detento Francisco Diemerson de Lima Ferreira de 18 anos. Os 3 são oriundos da cadeia pública de Anajás.
Policiais civis, militares e Corpo de Bombeiros foram acionados, entraram na cela B-8 e encontraram o corpo do detento pendurado numa corda artesanal, conhecida pelos presos por “tereza”. Interrogados, Gedson e Orisvan contaram que a vítima já os havia agredido fisicamente, antes, por causa de espaço para dormir, e por isso a mataram. Contudo, não informaram a forma como a assassinaram. A vítima apresentava lesões no ombro direito e sangrava muito.
Segundo informação do delegado, a cela onde ocorreu o crime abrigava 16 presos, mas apenas 2 deles confessaram o crime. “Dentro das celas há a ‘lei do silêncio’ e, sempre quando ocorre um fato grave, como foi esse, ninguém fala nada. E se algum preso falar corre o risco de ser morto”, informou um policial que esteve na ocorrência e preferiu não se identificar.
(JR Avelar)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar