Nesta quinta-feira (31), a Polícia Civil do Pará informou que, após inquérito, concluiu que houve negligência por parte do Hospital de Clínicas Gaspar Vianna e responsabilizou uma funcionária de uma empresa terceirizada pelo desaparecimento do corpo de um recém-nascido do sexo masculino de dentro do necrotério do hospital, em julho deste ano, enquanto a família aguardava os trâmites para a liberação do corpo.
Segundo a Polícia, a funcionária Dayse Cristina Belmont de Paiva da Silva jogou o corpo do bebê no lixo, por engano. Ela foi indiciada e poderá responder por subtração ou ocultação de cadáver, cuja pena é de reclusão, de um a três anos, e multa.
Segundo o laudo da polícia, a funcionária entrou no necrotério do hospital para fazer a limpeza e jogou no recipiente de lixo comum umas sacolas, sem saber que ali tinha o corpo de um bebê.
Várias pessoas chegaram a ser intimadas a prestar esclarecimentos. Também foi aberta uma sindicância no hospital para apurar o caso em âmbito administrativo.
Segundo a PC, o corpo do bebê jogado no lixo foi parar no aterro sanitário de Marituba, na Região Metropolitana de Belém.
A Empresa Guamá Resíduos chegou a emitir um ofício informando sobre a inviabilidade ténica para realização de buscas no aterro sanitário onde é descartado o lixo produzido pelo hospital, ao justificar que no período de 17 a 24 de julho, "o aterro recebeu quase 200 milhões de quilos de resíduos, o que tornaria virtualmente impossível localizar qualquer objeto específico que, eventualmente tivesse sido descartado entre as datas de 17 e 18 de julho".
Relatório da apuração
O relatório da apuração do desaparecimento do corpo do bebê de dentro necrotério do Hospital de Clínicas Gaspar Vianna, em Belém, que seria entregue nesta quinta-feira (31) foi prorrogado para amanhã.
A Polícia Civil informou que o relatório deve ser entregue até esta sexta-feira (1º) para a Justiça.
(DOL com informações de Alice Martins Morais/Diário do Pará e Marcos Aleixo/RBATV)
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