Apreparação para a vida passa por várias etapas e a escola é uma das principais delas, na formação do cidadão. Mas essa missão está cada vez mais difícil, já que alunos e professores estão cada dia mais reféns da criminalidade. Inúmeros casos de violência dentro e no arredores de escolas são registrados semanalmente. As vítimas são presas fáceis dentro das salas de aulas, já que a segurança estaria deixando a desejar nas instituições de ensino, estaduais e municipais.
Na quarta-feira (30), a Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Antônio Gondim Lins, localizada na SN 21, no bairro Cidade Nova V, em Ananindeua foi assaltada. Alunos e professores tiveram seus pertences levados por bandidos que estavam armados.
Vale ressaltar que esta não é a primeira vez que a escola é alvo de criminosos. Segundo informações de alunos, que não quiseram se identificar, esse foi o quinto ataque à escola.
No dia 15 de agosto último, a Escola de Ensino Fundamental e Médio Manoel de Jesus Moraes, no bairro do Marco, foi arrombada e os ladrões levaram vários objetos. “Não fica vigia à noite, não querem pagar vigilante. Então, é todo dia assalto. Não importa a hora: todo dia tem assalto”, informou uma testemunha, que pediu anonimato.
Falta de segurança fez comunidade acadêmica suspender aulas
Em junho último, a comunidade acadêmica resolveu parar tudo na Escola Estadual Dom Alberto Gaudêncio Ramos, no bairro do Paar, em Ananindeua. Uma faixa colocada na entrada do estabelecimento dizia: “Paralisamos nossas atividades por falta de segurança”.
“Tem muitos professores que estão com medo de vir trabalhar. Muitos vêm de ônibus e a parada fica na feira do Paar, durante esse trajeto eles são assaltados também. O muro da escola também é baixo, queremos que aumentem as paredes, para impedir essa invasão”, disse, na época, Deusa Rodrigues, de 16 anos, estudante do 1º ano da Escola Gaudêncio.
A unidade de ensino fica na avenida Rio Amazonas, onde uma comerciante também se queixou da violência. “Há 2 semanas arrombaram os portões aqui, à noite, e levaram material de produção. Quando cheguei pela manhã é que vi a bagunça. Não costumo ver viaturas (da PM) por aqui”, disse Olinda Sousa, de 45 anos.
(Paulo Magno e Emily Beckman/Diário do Pará)
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