Relator da CPI das Milícias, o deputado estadual Carlos Bordalo (PT) disse que as prisões de ontem reforçam os resultados da Comissão que constatou a atuação de policiais em milícias no Pará. “Essa atuação é uma afronta ao Estado Democrático de Direito”, disse, elogiando a atuação de parte da polícia que investigou e chegou às prisões que podem ajudar a desbaratar um dos mais perigosos grupos criminosos dentro da Polícia do Pará.
Presidente da Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros, Edivan Silva disse que a entidade condena a participação de policiais em milícias. Como não foram divulgados os nomes de todos os presos, Silva não soube dizer se havia integrantes da associação, mas disse que a assessoria jurídica já estava preparada se for necessário defendê-los. “Não compactuamos com o crime, mas como entidade de classe temos de prestar assistência a nossos associados”, explicou.

FAMÍLIA ESTÁ SE RESPOSTA DESDE JANEIRO
Não saber de onde vem o perigo, mas sentir que pode chegar a qualquer momento. Esse sentimento acompanha uma pessoa desde que teve alguém próximo assassinado, em janeiro deste ano, em uma das noites de terror que Belém viveu, no dia 21, no bairro do Guamá.

No bairro do Guamá, a população apela como pode pela paz. (Foto: Maycon Nunes/Diário do Pará)
Segundo ela, até hoje um parente que também sofreu muito com a morte na família ainda não conseguiu se recuperar da perda. “O pior é não poder explicar ao filho o que aconteceu ao pai dele, até porque não sabemos até hoje”.
Segundo a pessoa, sua parente também nunca recebeu nenhum tipo de apoio psicossocial do Estado. “Ninguém nunca apareceu para prestar qualquer tipo de ajuda. Até hoje vive com medo, e a gente também”, contou.

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