Raimundo Nonato da Conceição, 55 anos, era carroceiro e morava em uma casa em zona rural de Icoaraci, no bairro Paracuri II. Era conhecido na localidade e, segundo relatos de outros moradores, nunca se envolveu com a criminalidade, mas na manhã de ontem foi encontrado morto com pancadas na cabeça dentro do seu próprio quarto.
A vizinhança comenta que Raimundo estava com amigos e familiares na noite anterior e que teria tido uma discussão com o enteado. Os rumores indicam ainda que o filho da esposa teria sido o autor do crime. Em razão de tantos comentários no local do crime, a Polícia Militar conduziu imediatamente o enteado e a esposa para prestar depoimento na Seccional da Polícia Civil do distrito de Icoaraci.
Na declaração, a companheira de Raimundo disse que já mantinha um relacionamento com ele há 12 anos, moravam juntos e não tiveram filhos. Segundo ela, o carroceiro consumia bebidas alcoólicas todos os dias e no feriado do dia 2 de novembro ele já estava bebendo desde as 12h com amigos e familiares, confirmando o que a população dizia. A esposa relatou que, por volta das 19h30, sob efeito do álcool, Raimundo teria pedido para todos saírem da casa, inclusive ela e o enteado, que teria acabado de chegar. Desse modo, a esposa conta que foi embora e retornou apenas às 5h45 de ontem, quando encontrou Raimundo já assassinado.
(Foto: Ney Marcondes/Diário do Pará)
Em depoimento, enteado negou qualquer envolvimento na morte do padrasto
O enteado confirmou a versão da história e negou ter tido qualquer envolvimento com o homicídio. Ele afirmou ainda não saber quem seriam os responsáveis pela morte. Tanto o enteado quanto a esposa contam que apenas quem ficou com Raimundo depois das 19h30 da noite anterior foi o irmão da esposa, cunhado do carroceiro, mas que ele tem deficiência mental e não se sabe que horas ele saiu de lá. Também teria sido o cunhado de Raimundo a pessoa que chegou com a esposa e encontrou, com ela, a vítima já morta.
O delegado Ronaldo Hélio, da Seccional de Icoaraci, ouviu os depoimentos, mas disse que, apesar de muitos comentários apontarem para o enteado como o autor do crime, ninguém quis prestar depoimento como testemunha. “Vamos enviar as informações à Divisão de Homicídios de Icoaraci, onde vão continuar as investigações e verificar se aparece alguma testemunha”, informa.
A equipe do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves esteve presente no local para fazer a análise do corpo e das evidências do homicídio, mas, de acordo com a perita criminal Creuza Dias, nenhum objeto foi encontrado. “Até agora não encontramos o instrumento que poderia ter sido usado, mas, pelas características do crime, a vítima morreu devido a pancadas na cabeça”, explica a perita.
(Alice Martins Morais/Diário do Pará)
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