Durante a operação policial “Caeté”, realizada na manhã desta terça-feira (14), foram investigados ao todo 14 alvos, entre residências de empresários e sedes de empresas, nos municípios Bragança e Tracuateua, nordeste do Pará. A operação investigava suspeitas de fraudes em licitações e desvio de verba pública nas prefeituras das duas cidades.
Segundo informações do promotor de Justiça de Bragança, Bruno Beckembauer, a operação consistia em dois processos: um ligado à Prefeitura de Bragança e outro, à Prefeitura de Tracuateua.
“Os prefeitos não estão sendo investigados porque têm foro privilegiado. Somente a Procuradoria Geral da República pode investigá-los. Os documentos impressos, mídias e computadores que estão sendo recolhidos para investigação são somente os aparelhos que contém informações sobre licitações e contabilidade. Os computadores do departamento de Recursos Humanos permaneceram onde estavam. Nada será interferido na folha de pagamento”, explicou o promotor.
(Foto: Divulgação/Whatsapp)
SEM NOMES
Beckembauer afirma que o momento não é propício para divulgar os nomes dos alvos fiscalizados para não correr riscos, mas garante que o sigilo será quebrado e a justiça chegará para todos.
“Quando for a hora, o sigilo será quebrado e quem tiver de ser punido será penalizado. Não podemos atrapalhar as investigações, nem ser injustos difamando o nome de suspeitos que venham a ser inocentes. Por enquanto, são essas as informações que nós dispomos”, completou o promotor.
A operação teve início às 6h, quando as primeiras residências começaram a ser visitadas pela Justiça, e encerrou por volta das 14h, contando com o apoio de cerca de 70 profissionais das seguintes corporações: Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (GAECCO) e Polícia Civil.
(Com informações de José Clemente Schwartz/Diário do Pará)
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