Mais de 4 mil homicídios de civis, 35 mortes violentas de policiais militares e 7 de policiais civis. Esse é o saldo de 2017 no Pará, um ano marcado pelo crime. Para a população, resta o sentimento de medo e de falta de esperança na segurança pública do Estado. Segundo dirigentes de entidades policiais, o balanço preocupante é reflexo da má gestão e descaso do Governo do Estado.
De acordo com José Pimentel, presidente do Sindicato dos Servidores Públicos da Polícia Civil do Pará (Sindpol-PA), há anos as entidades já alertam o Governo do Estado, em especial a Secretaria de Segurança Pública (Segup) a respeito do aumento da criminalidade, mas nada é feito e agora a situação se tornou insustentável.
“Os policiais estão sempre em menor número, se comparados aos criminosos. Então, a grande realidade é que estamos abandonados por falta de gestão. Nunca antes se viu uma situação tão preocupante”, afirma Pimentel.
Segundo ele, há atualmente uma defasagem de aproximadamente 3 mil policiais civis no Pará e esse é um dos grandes motivos para o combate à criminalidade ser insuficiente. Pimentel avalia que há 10 anos, por exemplo, podia se ver as delegacias abertas 24h, algo que hoje apenas cinco seccionais fazem em toda a Região Metropolitana de Belém (Seccionais Urbanas de Icoaraci, Marambaia, São Brás, Cidade Nova e Marituba).
COMBUSTÍVEL
“Às vezes, falta até combustível para as viaturas. Todos esses fatores fomentam a violência e o Governo não toma nenhuma atitude. Falta uma gestão séria e responsável para resolver esse problema no Pará”, aponta Pimentel. Segundo ele, 7 policiais civis foram assassinados neste ano, mais do que o dobro que em 2016, quando foram 3.
(Alice Martins Morais/Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar