Cinco pessoas foram presas por envolvimento no incêndio criminoso que destruiu o Fórum de Concórdia do Pará, no nordeste paraense. O caso aconteceu em fevereiro do ano passado e entre os acusados está o empresário Denilson Lopes de Lima, que possui supermercado e comércios na cidade.
Segundo as investigações da Polícia Civil, Denilson é apontado como o mandante do crime, pois queria – por meio do incêndio – destruir provas e todas as peças de um processo pelo qual responde por roubo qualificado. O irmão dele, Antônio Daniel Lopes de Lima, também está envolvido no incêndio e seria um dos executores do ato criminoso juntamente com Evay Nunes da Silva, Ycaro Yan Silva Gonçalves e Silvano Antônio Macedo Glins.
O grupo vai responder pelos crimes de associação criminosa, dano qualificado (uma vez que o prédio do Fórum foi destruído) e também por tentativa de homicídio, pois quando os acusados atearam fogo no prédio um vigilante estava no local e ficou ferido.
O delegado Tiago Belieny, da Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), explicou que os acusados foram presos nas cidades de Concórdia do Pará e Tomé-Açu. A prisão deles é em caráter preventivo. “O empresário estava sendo investigado por envolvimento a um assalto a uma instituição financeira. O caso aconteceu em 2016 e ele estava respondendo ao processo em liberdade, mas teve a ideia de mandar incendiar o Fórum para destruir todas as provas que se tinham guardadas contra ele”, ressaltou o delegado.
De fato, com o crime Denilson conseguiu a destruição total do prédio do Fórum e também de diversos outros processos que estavam na comarca. Porém, ele não imaginava que a maioria dos processos criminais já tinha sido digitalizado e estão no sistema do Tribunal de Justiça, inclusive o que ele responde. “Alguns processos civis se perderam”, acrescentou Tiago.
“Não se sabe ainda quanto ele pagou aos demais envolvidos para tocarem fogo no prédio, mas tudo isso está sendo investigado”, desfechou Belieny.
- Em 2016, o empresário Denilson Lima foi preso suspeito de financiar um assalto a um banco no município. Neste caso do assalto a banco, pelo menos 13 pessoas estão envolvidas, inclusive outros familiares do empresário.
(Denilson D´Alemida/Diário do Pará)
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