A virada de sexta-feira (2) para sábado (3) na Grande Belém foi marcada pela violência. Pelo menos três pessoas foram assassinadas em locais diferentes, mas com um cenário comum: vítimas mortas a tiros e população com medo, vivendo a "Lei do Silêncio".
O primeiro caso ocorreu ainda na noite de ontem, quando moradores da rua Heliolândia Urbana, no Distrito Industrial, Ananindeua, ouviram um barulho de tiro. Ao saírem de casa, se depararam com o corpo de um jovem não identificado, que aparentava ter entre 25 e 30 anos.
Nenhum morador da região repassou informações aos policiais, apenas que a vítima não residia na região. A Divisão de Homicídios da Polícia Civil irá investigar o caso. Ainda não há informações sobre a motivação do crime, mas como o local da execução é considerado "área vermelha", a principal hipótese trabalhada é acerto de contas por tráfico de drogas.

No Distrito Industrial, moradores só ouviram o barulho de um tiro. Depois, encontraram o corpo, já sem vida. (Foto: Wagner Almeida/Diário do Pará)
36 PERFURAÇÕES
Momentos depois, por volta das 1h de hoje, Jeferson Romualdo Fernandes, de 26 anos, foi executado na rua do Linhão, na invasão Nova Vida, bairro de Águas Brancas, também em Ananindeua. Ele foi morto a tiros por três suspeitos, que fugiram do local a pé.
Com a chegada da perícia criminal, foram encontradas 36 perfurações no corpo de Jeferson, provavelmente feitos com armas caseiras. Os moradores da área afirmaram não terem testemunhado o crime.
Jeferson tinha passagem na polícia por diversos crimes. O caso está sendo tratado como acerto de contas.
PERSEGUIDO E MORTO

Luiz Augusto ainda tentou fugir dos executores, mas acabou morto com sete tiros nas costas. (Foto: Wagner Almeida/Diário do Pará)
Já por volta das 4h, Luiz Augusto Mesquita Ribeiro, de 38 anos, foi assassinado em um terreno baldio localizado na passagem Marcílio Dias, bairro da Marambaia, Belém. Segundo policiais militares ele estava sendo perseguido por homens em uma motocicleta.
A vítima ainda entrou no terreno para tentar fugir, mas acabou morta com sete tiros nas costas. Não se sabe a causa do crime, e novamente, a população preferiu não informar nada aos policiais. O caso será apurado pela Divisão de Homicídios.
(DOL com informações de Paulo Magno/Diário do Pará)
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