Um assassinato foi registrado na cidade de Castanhal, por volta das 10h30 de ontem, na rua São Joaquim, no Loteamento São José, mais conhecido por “Portelinha”, área do bairro Jaderlândia. A vítima foi identificada como João Maciel da Conceição, que tinha 18 anos.
Policiais militares quando chegaram ao local logo perceberam a “lei do silêncio”. Ele levou um tiro na cabeça, mas ninguém falou nada sobre como teria acontecido e nem por quem o crime teria sido praticado. Por outro lado, num canto, em desespero, estava a mãe do jovem, identificada como Maria Pereira Maciel, viúva, que já havia perdido o marido por motivo de doença.
Ela viu o filho crescer no mundo das drogas. Maria Pereira disse ao DIÁRIO que João começou a consumir maconha aos 13 anos. De lá pra cá, como a família não tinha dinheiro e, sobrevive apenas do pequeno benefício do Programa Bolsa Família. O filho da viúva passou então a roubar para bancar o vício.
Ainda assim, dona Maria Pereira afirmou que o rapaz, por ser usuário, já tinha sido internado duas vezes. O tratamento sempre ia por água abaixo. “A droga era mais forte”, disse a mãe. Ela acrescentou que sempre dava conselhos, mas, que a cada dia, via o filho “afundando num poço sem volta”. No dia anterior, o jovem recebeu a visita de um cobrador, que queria receber o valor de R$ 20. Como não tinha o dinheiro, João saiu cedo de sua casa para conseguir a quantia e pagar a dívida. Contudo, foi executado perto da própria residência.
“Ele dormiu e hoje (ontem) de manhã tomou café, e por causa desse homem que vivia cobrando na porta de casa, era mixaria, R$ 20, ele saiu sem querer sair. Ele queria que eu fosse falar com o pessoal da Fazenda, pra ele se internar. Eu falava pra ele largar essa vida, pra arranjar um serviço, mas parece que a droga falava mais alto. Se eu pudesse morreria junto”, declarou a mãe da vítima.
Além da Polícia Militar, a equipe da Divisão de Homicídios da Polícia Civil também esteve no local para iniciar as investigações. O corpo foi removido, ainda pela manhã, e levado para o Centro de Perícias Científicas Renato Chaves. Até o fechamento dessa matéria, nenhum suspeito de envolvimento no assassinato havia sido preso.
(Tiago Silva/Diário do Pará)
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