“Não sei o que ele fez, mas é triste ver uma pessoa morta desse jeito. Meu trabalho é perigoso. Ele (vítima) deixou três filhos. Quem vai criar essas crianças, quem vai cuidar delas? Eu só penso no meu filho”, desabafou ao mesmo tempo que chorava, um colega da vítima, também vigilante, que preferiu o anonimato.

João Luiz Cordeiro de Souza, de 33 anos, foi morto a tiros, logo após começar mais um dia de trabalho como vigilante, na rua Orquídea, no bairro Águas Brancas, em Ananindeua, Região Metropolitana de Belém (RMB). O crime ocorreu no final da noite de anteontem. O atirador fugiu em um carro preto peliculado.

Segundo a Polícia Militar, a vítima ainda chegou a correr para escapar do atirador, mas foi em vão. “O vigilante levou onze tiros. Foram usadas no crime duas pistolas - uma ponto 380 e a outra ponto 40”, informou o perito criminal Walmilton Albuquerque.

No local do crime existem várias câmeras de segurança que podem ajudar nas investigações. Para a polícia, a família da vítima contou que o vigilante estava sendo ameaçado de morte, mas não quis revelar os motivos.

“A gente sai de casa para proteger o próximo e não sabe se volta para casa. Eu tenho medo de continuar a trabalhar aqui. Estou triste porque um trabalhador perdeu a vida nessa onda de violência que está aí”, disse um amigo do vigilante. João Luiz deixou mulher e três filhos.

(Sancha Luna/Diário do Pará)

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