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ANDRÉ MENDONÇA

Veja quem é o ministro terrivelmente evangélico de Bolsonaro

Mendonça também é pastor presbiteriano da Igreja Presbiteriana Esperança, localizada em Brasília.

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Imagem ilustrativa da notícia Veja quem é o ministro terrivelmente evangélico de Bolsonaro camera Mendonça também foi "quebra-galho" de Bolsonaro no Misnitério da Justiça | Reprodução

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) vai cumprir a promessa de colocar um ministro “terrivelmente evangélico” no Supremo Tribunal Federal. E o escolhido, como previsível, é um pastor fiel ao projeto de governo bolsonarista.

O presidente afirmou em reunião ministerial nesta terça-feira (06) que indicará o atual Advogado-Geral da União, André Mendonça, à vaga do ministro Marco Aurélio Mello no Supremo Tribunal Federal.

Além da formação como advogado, André é um ferrenho pastor e também tapou o buraco deixado por Moro como ministro da Justiça por um período de meses no governo Bolsonaro. Mendonça, que costuma dizer que Bolsonaro é um “escolhido de Deus” para governar o Brasil, defendeu recentemente, perante os juízes do STF, a liberação de cultos religiosos durante o ápice da pandemia, sendo inclusive motivo de chacota pelos argumentos.

Natural de Santos, no litoral paulista, o advogado de 48 anos é formado pela Faculdade de Direito de Bauru, no interior de São Paulo. Tem também o título de doutor em Estado de Direito e Governança Global e mestre em Estratégias Anticorrupção e Políticas de Integridade pela Universidade de Salamanca, na Espanha.

Mendonça atua na Advocacia-Geral da União (AGU) desde 2000. Na instituição, exerceu os cargos de corregedor-geral e de diretor de Patrimônio e Probidade, dentre outros. Em 2019, ele assumiu o comando da AGU com a chegada de Bolsonaro à presidência, mas não ocupou apenas este cargo desde então.

Relação com ministros do Supremo

Ao longo da carreira, Mendonça trabalhou com o ministro Dias Toffoli quando este chefiou a AGU, entre março de 2007 e outubro de 2009. Ele foi designado o 1º diretor do Departamento de Combate à Corrupção e Defesa do Patrimônio Público na gestão de Toffoli.

Além disso, foi coautor, ao lado do ministro Alexandre de Moraes, do livro “Democracia e Sistema de Justiça”, lançado em outubro de 2019 em homenagem aos 10 anos de Toffoli no Supremo.

No entanto, o atual AGU também sofreu críticas recentes do ministro Gilmar Mendes, que pode ser seu futuro colega de Corte.

Ao criticar o voto de Mendonça pelo fim de medidas restritivas que incluíam a proibição de celebrações religiosas com público, Mendes ironizou que o AGU parecia ter vindo "para a tribuna do Supremo de uma viagem a Marte".

Apoio de evangélicos

Mendonça também é pastor presbiteriano da Igreja Presbiteriana Esperança, localizada em Brasília. Por isso, foi qualificado como "terrivelmente evangélico" pelo presidente Jair Bolsonaro em uma solenidade na Câmara dos Deputados em 2019, um qualificativo utilizado pelo presidente em relação ao seu futuro indicado à vaga no Supremo.

O nome de Mendonça também é aprovado por organizações evangélicas da área, como a Associação Nacional de Juristas Evangélicos (Anajure), que reiterou o apoio ao nome do AGU em ofícios enviados a Bolsonaro.

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