Circula pelas redes sociais um vídeo no qual a ex-candidata a deputada federal pelo PSL de São Paulo, Naomi Yamaguchi - irmã de Nise Yamaguchi, conhecida como "capitã cloroquina", entrevista um homem não identificado que diz ter descoberto irregularidades nas eleições presidenciais de 2014.
Naquele ano, Dilma Rousseff (PT) se reelegeu no segundo turno em disputa contra o então senador Aécio Neves (PSDB). Nos últimos dias o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) usa desses mesmo dados para afirmar “ter provas da fraude de 2014” e que o PT, por meio das “urnas fraudulentas”, deu uma rasteira no PSDB.
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Segundo a Agência Lupa, não foram constatadas irregularidades nas eleições presidenciais de 2014. Até o momento, não há qualquer prova de que o pleito daquele ano tenha sido fraudado. O PSDB, partido do adversário, pediu uma auditoria para verificar o sistema que apura e faz a contagem dos votos. A investigação do partido não identificou erros. O próprio PSDB admitiu, na última quinta-feira (8), que não houve qualquer fraude no voto.
Para justificar que houve fraudes, no vídeo, o suposto "especialista" usa um padrão matemático do "minuto a minuto". Porém mesmo analisando os dados, a Agência Lupa, assim como a Agência Pública, afirmaram que o autor da acusação faz comparações equivocadas entre os números. Comparando os números corretos, não foi possível observar qualquer tipo de padrão nos resultados.
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