O plenário da Câmara dos Deputados decidiu, na noite desta quarta-feira (11), rejeitar a criação do chamado “distritão”. Em contrapartida, aprovou o acordo para retomar a possibilidade de coligações nas eleições para deputados federais, estaduais e vereadores.
Os dois dispositivos, na visão de especialistas, são considerados retrocessos. Eles faziam parte de uma proposta de emenda à Constituição (PEC), aprovada em primeiro turno, que promove uma espécie de minirreforma nas regras eleitorais.

Entenda
Implementar o “distritão” significa eleger apenas os candidatos mais votados (sem considerar a proporcionalidade dos votos recebidos pelas legendas), em um modelo que enfraquece partidos e favorece candidaturas personalistas.
Já a formação das coligações, que foi aprovada, permite a união de partidos em um único bloco para disputar eleições proporcionais, favorecendo os chamados “partidos de aluguel”, que não defendem ideologia e negociam apoios na base do “toma lá, da cá”. Elas foram proibidas em 2017, mas os deputados justificaram que seriam “redução de danos”.
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