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OPINIÃO

A Hora do Equilíbrio, por Helder Barbalho

Artigo do Governador do Pará, Helder Barbalho, para o especial 7 de Setembro

terça-feira, 07/09/2021, 14:22 - Atualizado em 07/09/2021, 22:27 - Autor: Helder Barbalho


Governador Helder Barbalho escreveu para o especial do Diário do Pará de 7 de setembro
Governador Helder Barbalho escreveu para o especial do Diário do Pará de 7 de setembro | Marco Santos/Agência Pará

“O tempo não perdoa quem não sabe trabalhar com ele”. Penso que a frase acima, de Ulysses Guimarães, um dos grandes timoneiros da Democracia e da Constituição brasileiras, é um bom resumo do momento em que vivemos. Líderes de campos opostos na política estão ansiosos demais com o próximo ano, mas ao olhar adiante, perdem o quadro que temos diante de nós. O tempo não para, mas não anda aos pulos. Acredito que temos que viver o dia de hoje, com todas as circunstâncias que ele nos traz.

A crise que vivemos é muito grave e atinge todo o Brasil. Não as crises políticas, criadas e vividas em Brasília, por tal ou qual partido; ou simpatia e a guerra de narrativas que ganham espaço nas redes sociais e na imprensa. Falo da crise real, a da luta pela vida, pelo emprego, por vacina no braço, por prosperidade, crescimento e diminuição das desigualdades. A luta para que tenhamos uma retomada plena da economia e que, assim, possamos conseguir superar a pandemia que chacoalhou o mundo.

Todos nós, homens públicos, seremos cobrados e julgados por este momento, pela maneira como nos comportamos. É hora de foco no que importa e calma para atravessar a tempestade. Volto a Ulysses Guimarães, que esteve à frente de tantos momentos tensos do país, mas sempre se manteve altivo e sereno. Outra frase lapidar do “Senhor Constituição” foi “a verdade não tem proprietário exclusivo”.

Nessa perspectiva, peço a cada paraense que exerça o seu direito de dizer o que pensa, mas antes de qualquer posição política, antes de torcer por A ou B, que o faça com absoluto respeito ao próximo. Porque somos todos irmãos, filhos da mesma Pátria, da mesma Nação. Remo ou Paysandu, somos todos Papa-Chibé.

Vamos nos manifestar com serenidade e tolerância com o próximo. Somente, com respeito, equilíbrio e paz poderemos cantar “Liberdade, Liberdade, abre as asas sobre nós”

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