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Eduardo Bolsonaro critica Wagner Moura por comer camarão

Wagner Moura comia, na verdade, acarajé, durante a exibição do filme Marighella, em uma ocupação do MTST, em São Paulo

sábado, 13/11/2021, 22:54 - Atualizado em 13/11/2021, 22:54 - Autor: Com informações do Correio Braziliense


Alimentação do evento foi doada por um restaurante, especializado no prato popular baiano
Alimentação do evento foi doada por um restaurante, especializado no prato popular baiano | Reprodução - Twitter

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), que recentemente levou esposa e filha para viagem oficial no Oriente Médio, fez críticas ao ator e diretor de cinema Wagner Moura, porque o artista comeu “camarão” em uma ocupação do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), em São Paulo. O assunto ficou entre os temas mais comentados do Twitter neste sábado (13).

Eduardo compartilhou uma foto de Wagner Moura, postada por Guilherme Boulos, que se alimentava após a exibição do novo filme dirigido por Moura, Marighella, na ocupação, na noite de sexta-feira (12). “Foi potente! Viva a luta do povo”, escreveu Boulos. Eduardo Bolsonaro não gostou da publicação e disse: “tem o MTST raiz e o MTST nutela”.

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“Ou será que já é o comunismo purinho, onde a elite do partido come camarão e o restante se vira e passa fome igual à exemplar Venezuela”, declarou o deputado. Pouco depois, apoiadores se uniram a Eduardo e passaram a disparar ofensas ao ator, que recentemente declarou voto em Lula nas eleições de 2022.

Marmita era acarajé, prato que foi servido a todos do local

No entanto, o que Eduardo Bolsonaro e os seguidores não perceberam é que a refeição de Moura não era “camarão”, mas, sim, acarajé, prato típico baiano, de baixo custo, conhecido por ser uma comida popular, vendida nas ruas de Salvador. Além disso, a alimentação do evento foi doada pelo restaurante Acarajazz, especialista nisso.

O Acarajazz rebateu as críticas feitas a Moura. “Comida símbolo de resistência da terra desses dois baianos que inspiram nossas lutas”, postou a empresa em suas redes socais. “Doamos uma remessa de forma voluntária. Essa não foi a primeira vez que levamos acarajé para uma ocupação, nem será a última”.

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