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APÓS FAKE NEWS

Bolsonaro encontra irmão de petista morto e pede desculpas

O presidente teria se desculpado por ter divulgado informações falsas sobre o crime cometido contra o tesoureiro do PT, assassinado pelo bolsonarista Jorge José da Rocha Guaranho

quarta-feira, 20/07/2022, 22:42 - Atualizado em 20/07/2022, 22:40 - Autor: Com informações de Matheus Teixeira/Folha de S. Paulo

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Crime aconteceu no início do mês em Foz do Iguaçu (PR)
Crime aconteceu no início do mês em Foz do Iguaçu (PR) | Reprodução

A morte de Marcelo Arruda, tesoureiro do PT que foi assassinado no dia do próprio aniversário por um bolsonarista, em Foz do Iguaçu, estampou os jornais nacionais, dada a forte repercussão. Um crime que provocou revolta na população e em lideranças políticas, especialmente frente às motivações do assassino, o policial penal federal Jorge José da Rocha Guaranho.

Nesta quarta-feira (20), dando seguimento à agenda política, o presidente Jair Bolsonaro (PL) se reuniu com o irmão da vítima, José Arruda. Na ocasião, segundo informações fornecidas pelo deputado Otoni de Paula (MDB-RJ), que também participou do encontro, Bolsonaro teria pedido desculpas por ter divulgado informações falsas sobre o crime.

A fake news na qual o chefe do Executivo se desculpou foi quando afirmou que eram petistas as pessoas que chutaram Jorge no rosto, o policial penal que assassinou Marcelo. “O presidente se retratou com ele e reconheceu que aquela fala dele foi uma fala sem a devida informação verdadeira”, disse o emedebista. “Eu disse a ele a verdade também e o José também falou que aquele ato, o chute depois, não foi um ato provocado por um petista, foi um ato de um amigo do Marcelo bolsonarista", prosseguiu o parlamentar.

+ Novo vídeo revela o que ocorreu antes da morte de petista

O emedebista também disse que o chefe do Executivo demonstrou preocupação com o clima político no país. "Ele disse que na verdade esse clima de violência não pode perdurar e não deve perdurar e que esse clima é um clima inaceitável", afirmou. De acordo com o parlamentar, Bolsonaro prestou solidariedade à família e "foi taxativamente contra tudo o que aconteceu".

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