Durante a COP27, conferência climática da Organização das Nações Unidas (ONU), o presidente eleito do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), discursou sobre as questões climáticas. Lula aproveitou para mencionar também a gestão do atual presidente, Jair Bolsonaro, quanto ao assunto.
Lula usou a oportunidade para pregar uma união global em torno das questões climáticas e cobrar os "países ricos" por suas promessas de contribuição na causa. O presidente eleito afirmou que o mundo tem "pressa" para que o Brasil volte a participar de negociações sobre o futuro do planeta e referendou algumas promessas de campanha, como desmatamento zero na Amazônia e estímulo ao desenvolvimento sustentável no Brasil, em comunhão com o agronegócio.
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Desde que foi eleito, no último dia 30 de outubro, este é o primeiro discurso internacional do presidente. Na manhã desta quarta-feira (16), ele já havia falado após um encontro com governadores da Amazônia, mas o posicionamento atual era esperado por lideranças do mundo todo dado o papel central que o país ocupa na proteção à maior floresta tropical do mundo. Eleito, o petista foi convidado do presidente do Egito, Abdel Fattah El Sisi, que organiza a conferência. Bolsonaro decidiu não participar.
De volta ao debate. Lula focou grande parte do seu discurso a marcar um posicionamento divergente de Bolsonaro em relação às questões climáticas e prometer que o Brasil voltará a participar ativamente dos debates sobre o tema.
“Este convite, feito a um presidente recém-eleito antes mesmo de sua posse, é o reconhecimento de que o mundo tem pressa de ver o Brasil participando novamente das discussões sobre o futuro do planeta e de todos os seres que nele habitam", afirmou Lula.

"Estou hoje aqui para dizer que o Brasil está pronto para se juntar novamente aos esforços para a construção de um planeta mais saudável. De um mundo mais justo, capaz de acolher com dignidade a totalidade de seus habitantes - e não apenas uma minoria privilegiada", acrescentou o presidente eleito.
Em sua fala, Lula retomou o tom que usou durante toda a eleição. Sem poupar Bolsonaro, mas também sem citá-lo nominalmente, o presidente eleito destacou os recordes de desmatamento da atual gestão e prometeu novo rumo.
“Infelizmente, desde 2019, o Brasil enfrenta um governo desastroso em todos os sentidos - no combate ao desemprego e às desigualdades, na luta contra a pobreza e a fome, no descaso com uma pandemia que matou 700 mil brasileiros, no desrespeito aos direitos humanos, na sua política externa que isolou o país do resto do mundo, e também na devastação do meio ambiente."

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