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RACISMO ESTRUTURAL

No Brasil, 771 casas legislativas não possuem pessoas pretas

No ano de 2020, em 771 municípios, nenhum vereador negro foi eleito. Quando se observa os cargos de presidente, governadores, deputados e senadores, apenas 32,2% dos candidatos eleitos são negros.

Imagem ilustrativa da notícia No Brasil, 771 casas legislativas não possuem pessoas pretas camera Algumas lideranças negras que ocupam cargos políticos | Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados

O Dia da Consciência Negra é celebrada hoje, 20 de novembro. Essa data foi escolhida porque marca a morte de Zumbi dos Palmares, líder do Quilombo dos Palmares, que lutou contra a escravidão no Brasil colonial. E tem como objetivo refletir sobre a contribuição dos negros na formação da cultura brasileira, bem como destacar a luta por direitos, igualdade e combate ao racismo. É um momento para promover a conscientização sobre a importância da diversidade étnica e cultural na construção da identidade nacional.

No brasil, o que se espera desta data é avanços em diversas áreas sejam feitos, como políticas públicas e fortalecer ainda mais uma sociedade antirracista. Uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que o Brasil tem 56,2% de negros na população e 42,7% são brancos, masna política, em cargos de poder poucos ocupam cargos. 

O Brasil tem 771 casas legislativas e dentre elas nenhum vereador negro foi eleito. O país tem 5,5 mil municípios que farão eleições novamente em 2024, e o que se espera é mais representatividade.

Já para governantes, nenhum se declara preto, após as eleições de 2022 nove governadores eleitos se consideram pardos.

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Segundo os parâmetros do IBGE e conforme determinado pela Justiça Eleitoral, a designação "negro" abrange tanto indivíduos pardos quanto pretos, constituindo uma categoria mais abrangente que inclui a combinação de pessoas que se autodeclaram como pretas e pardas.

Os nove governadores adotam a autodeclaração como critério em seu posicionamento como membros do grupo de negros. Dentre os eleitos para governar as 27 unidades da Federação, observa-se que Ibaneis Rocha (MDB-DF), Gladson Cameli (PP-AC) e Clécio Luis (Solidariedade-AP) alteraram suas autodeclarações de brancos para pardos entre as eleições de 2018 e 2022.

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No ano de 2022, considerando os cargos de presidente, governadores, deputados e senadores, 5,47% dos eleitos afirmam ser pretos, enquanto 26,62% se autodeclaram pardos. Isso representa um total de 32,2% de candidatos negros eleitos em um país onde a maioria da população é composta por pessoas negras.

As estatísticas relacionadas à presença de negros em cargos políticos no Brasil evidenciam a necessidade de avanço no debate e nas políticas de inclusão racial, visando uma maior ocupação de espaços por pretos e pardos. No ano de 2022, as políticas implementadas contribuíram para um aumento na participação de candidatos negros na disputa por cargos no pleito.

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