O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato do Partido Liberal (PL) à Presidência da República, oficializou nesta terça-feira (5) o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) como candidato a vice-presidente em sua chapa. O anúncio foi feito no último dia do prazo estabelecido pela Justiça Eleitoral para a realização das convenções partidárias.
A definição encerra semanas de negociações dentro do partido e surpreendeu parte da própria legenda, já que o nome do parlamentar alagoano não figurava entre os mais cotados para ocupar a vaga.
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A escolha de Alfredo Gaspar ocorreu após o PL não conseguir fechar alianças com partidos do Centrão para ampliar sua coligação na disputa presidencial.
A estratégia da sigla era utilizar a vaga de vice-presidente como moeda de negociação para atrair legendas de centro, aumentando o tempo de propaganda eleitoral no rádio e na televisão e fortalecendo a candidatura de Flávio Bolsonaro.
A expectativa inicial era apresentar a chapa completa durante a convenção nacional do PL, realizada em 25 de julho. No entanto, as tratativas se estenderam até o prazo final sem que houvesse acordo.
Nos últimos dias, dirigentes do partido buscaram entendimento com Republicanos, Podemos e a federação União Progressista, formada por União Brasil e PP. As conversas, porém, não prosperaram, já que essas legendas decidiram não formalizar apoio a nenhum candidato à Presidência da República.
Sem alianças, o PL optou por lançar uma chapa formada exclusivamente por integrantes da legenda, conhecida nos bastidores como chapa "puro-sangue".
Segurança pública e Nordeste pesaram na escolha
Ao anunciar o vice, Flávio Bolsonaro afirmou que dois fatores foram determinantes para a escolha de Alfredo Gaspar: a experiência do deputado na área da segurança pública e sua representatividade no Nordeste.
Segundo o candidato do PL, a presença de um político nordestino na chapa busca ampliar o diálogo com uma região onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantém forte apoio eleitoral.
Flávio também destacou a atuação de Gaspar como relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. No relatório final da comissão, o deputado sugeriu o indiciamento de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Lula, por suposto envolvimento em fraudes investigadas pela comissão.
Valdemar diz que decisão já estava tomada
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que a definição por Alfredo Gaspar já fazia parte dos planos da campanha havia meses.
Segundo ele, embora o deputado inicialmente fosse disputar uma vaga no Senado por Alagoas, a direção do partido decidiu direcioná-lo para compor a chapa presidencial ao lado de Flávio Bolsonaro após o insucesso das negociações para ampliar a coligação.
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