A Polícia Federal concluiu as investigações da primeira fase da Operação Compliance Zero, que deu origem ao caso envolvendo o Banco Master. Segundo informações apuradas pela coluna, o relatório final do chamado “inquérito-mãe” deve ser apresentado ainda na primeira quinzena de agosto.
A investigação tem como principais focos o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB) e foi aberta após uma denúncia apresentada pelo investidor Vladimir Timerman, que teria sido o primeiro a apontar suspeitas de operações fraudulentas envolvendo a instituição financeira.
Segundo a apuração, a PF deve indiciar Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, e Nelson Tanure, apontado como sócio oculto do Master.
Primeiro indiciamento da Operação Compliance Zero
O relatório deve representar o primeiro indiciamento de Vorcaro e de outros investigados no âmbito da Operação Compliance Zero.
Daniel Vorcaro está preso preventivamente desde 4 de março de 2026. A prisão foi solicitada pela Polícia Federal sob suspeita de ameaça a testemunhas e determinada pelo relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro André Mendonça.
Ainda segundo as informações apuradas, Vorcaro teve duas tentativas de acordo de delação premiada rejeitadas.
Ex-presidente do BRB também está preso
Paulo Henrique Costa está preso desde 16 de abril de 2026. De acordo com a investigação, ele é suspeito de receber cerca de R$ 146,5 milhões em propina, por meio de imóveis, em troca de favorecer a tentativa de aquisição do Banco Master pelo BRB.
As suspeitas fazem parte da investigação conduzida pela Polícia Federal sobre as negociações envolvendo as duas instituições financeiras.
Tanure é apontado como sócio oculto
Nelson Tanure é investigado sob suspeita de atuar como sócio oculto do Banco Master. Segundo a apuração, ele teria exercido influência sobre a instituição por meio de fundos de investimento e estruturas societárias.
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Diferentemente de Vorcaro e Paulo Henrique Costa, Tanure não está preso. Ele foi alvo de mandado de busca e apreensão durante a primeira fase da Operação Compliance Zero.
Com a conclusão do inquérito, o relatório da Polícia Federal deverá detalhar as suspeitas reunidas durante a investigação e apontar a responsabilidade dos investigados nos fatos apurados.
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