A alimentação está entre as despesas essenciais de uma família e, com a pandemia do novo coronavírus, o consumidor tem percebido elevações nos preços a cada ida ao mercado. No Pará, por exemplo, a cesta básica custava em julho deste ano R$ 440,99, comprometendo quase 50% do atual salário mínimo, de R$ 1.045,00. Aumentos de outros itens como gasolina, gás de cozinha e energia elétrica também interferem no preço final dos alimentos. Mas é possível adotar algumas medidas de economia para minimizar os gastos.
É o que garante a economista e educadora financeira, Patrícia Godoy. “Por mais que se diga que não há recessão, alguns produtos já fazem falta nas prateleiras dos supermercados e atacadões. Muitas empresas deram férias coletivas, outras efetuaram demissões e redução carga horária. Isso vai influenciando nos preços. É perceptível ir a esses locais e se deparar com elevação de preço”, afirmou.
Para equilibrar os gastos e manter o controle do orçamento, antes de ir às comprar o consumidor deve verificar os itens em falta na dispensa e fazer aquela tradicional listinha incluindo o que realmente precisa comprar. Outra dica é fazer uma projeção de quanto irá gastar naquela ida ao supermercado, para não gastar além do necessário. “A velha e costumeira listinha é muito importante, pesquisa de preços entre os supermercados e atacadões também. Procure consultar os encartes com os dias de produtos com promoções, isso influencia no preço da cesta. O momento é de reequilíbrio, sem desperdício. Além do supermercado, as contas continuam chegando e aquelas pessoas que estão sobrevivendo com o auxílio tem de se reinventar para agregar uma renda maior”, orienta a economista.
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ECONOMIA
Moradora do bairro do Marco, a dona de casa Lúcia Costa, 59, não dispensa fazer compras sem a listinha. Ela anota tudo o que vai precisar comprar. “Vou comprando as coisas mais em conta. Vejo o que está faltando na minha despensa e sempre venho com a listinha. Está tudo muito caro. Carne, feijão, quase tudo. Faço compras toda semana e trago R$ 100, se passar disso eu não levo”, afirmou.
Já a dona de casa Bruna de Fonseca costuma fazer uma compra por mês, na qual gasta cerca de R$ 300. “Às vezes trago lista e compro o que está mais barato. Tudo aumentou um pouquinho de preço. Tento fazer durar o mês todo. Compro mais quando falta o mingau da minha filha”, explicou.
PRIORIDADES
Passo a passo:
- Montar cardápio semanal;
- Fazer uma lista de compras;
- Observar o que falta na despensa e definir uma periodicidade para comprar;
- Pesquisar preços e substituir marcas;
- Fazer compras coletivas. Em geral, quando se compra em maior quantidade se obtém um desconto vantajoso;
- Reutilize frascos de produtos optando por comprar embalagens em refil, que têm um custo menor.
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