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Erros comuns que levam à malha fina: como regularizar

Veja os erros mais comuns que levam à malha fina na hora de declarar o Imposto de Renda e saiba regularizar sua situação com a Receita Federal a tempo

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Imagem ilustrativa da notícia Erros comuns que levam à malha fina: como regularizar camera Acompanhamento e retificação da declaração do Imposto de Renda podem ser feitos por computador ou aplicativo | Foto: Bruno Peres/ Agência Brasil

Com o fim do prazo para entrega da declaração do Imposto de Renda 2026 se aproximando, cresce também a preocupação dos contribuintes com a possibilidade de cair na malha fina. Pequenos erros de preenchimento, omissões de informações e inconsistências nos dados enviados à Receita Federal podem atrasar a restituição e até gerar multas. Por isso, entender quais são os equívocos mais frequentes e saber como corrigi-los é fundamental para evitar dores de cabeça com o Fisco.

O prazo para envio da declaração termina em 29 de maio, e muitos brasileiros ainda têm dúvidas sobre como evitar problemas na prestação de contas. A chamada malha fiscal é um processo de verificação realizado pela Receita Federal para identificar divergências entre os dados informados pelo contribuinte e as informações recebidas de empresas, bancos, cartórios, planos de saúde e outras instituições.

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Quando essas informações não coincidem, a declaração pode ser retida para análise detalhada. Em geral, a principal consequência é o atraso no pagamento da restituição. Dependendo da situação, o contribuinte também pode sofrer penalidades e cobrança de multas.

Principais erros que levam à malha fina

Apesar de cada declaração possuir características próprias, alguns erros aparecem com frequência entre os casos retidos pela Receita. Conhecer esses problemas ajuda a reduzir os riscos de cair na malha fina.

Omissão de rendimentos

Esse é um dos erros mais recorrentes. O contribuinte pode esquecer de declarar salários de empregos secundários, rendimentos de aluguel, pensão alimentícia ou ganhos obtidos como autônomo. Além disso, rendimentos recebidos por dependentes também precisam ser incluídos na declaração.

Despesas médicas inconsistentes

Informar valores diferentes dos recibos apresentados ou incluir despesas que não são dedutíveis costuma gerar problemas. Gastos com farmácia e despesas já reembolsadas pelo plano de saúde, por exemplo, não podem ser abatidos. Também é importante conferir se o CNPJ da clínica ou do profissional de saúde está correto.

Erros relacionados a dependentes

Um mesmo dependente não pode constar em duas declarações diferentes, situação comum em casos de pais separados. Também é necessário respeitar as regras da Receita Federal sobre quem pode ser incluído como dependente.

Patrimônio incompatível com a renda declarada

A Receita também avalia se o patrimônio adquirido é compatível com os rendimentos informados. A compra de imóveis, veículos ou outros bens de alto valor sem renda suficiente para justificar a aquisição pode levantar suspeitas e gerar questionamentos.

Uma forma de diminuir as chances de erro é optar pela declaração pré-preenchida, disponibilizada pela Receita Federal. O sistema importa automaticamente diversas informações já registradas em bases oficiais, reduzindo falhas de digitação e omissões. Ainda assim, é indispensável revisar todos os dados antes do envio.

Como consultar a situação da declaração

O contribuinte pode verificar se caiu na malha fina por meio do portal e-CAC, disponível no site da Receita Federal. Na área “Meu Imposto de Renda”, é possível acompanhar o processamento da declaração e identificar eventuais pendências apontadas pelo Fisco.

Caso algum erro seja identificado, a recomendação é enviar uma declaração retificadora o quanto antes. A correção pode ser feita mesmo após o prazo final de entrega, utilizando o mesmo programa da declaração original. Resolver a inconsistência antes de uma notificação oficial ajuda a evitar multas mais severas.

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Se a Receita Federal identificar irregularidades e o contribuinte não fizer a correção espontaneamente, a multa pode chegar a 20% do valor não declarado, além da incidência de juros. Por isso, agir rapidamente é a melhor maneira de solucionar o problema com menos custos e complicações.

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