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Já ouviu falar na doença de Peyronie? ou do pênis torto?

Doença acomete 11% dos homens adultos e urologista aponta as principais causas e tratamentos

sexta-feira, 04/06/2021, 23:40 - Atualizado em 04/06/2021, 23:40 - Autor: Com informações de divulgação


A doença de Peyronie é bastante comum e ocorre normalmente após uma relação sexual mais intempestiva ou masturbação
A doença de Peyronie é bastante comum e ocorre normalmente após uma relação sexual mais intempestiva ou masturbação | Reprodução

Segundo a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), A Doença de Peyronie, conhecida como doença do pênis torto acomete até 11% dos homens adultos. 

Em casos mais graves, o órgão chega a formar um "L" devido a sua tortuosidade, e a doença pode levar à diminuição e estreitamento do pênis e à disfunção erétil.

Geralmente ela é ocasionada por trauma durante a penetração e acomete homens na sua maioria acima dos 50. 

Segundo o Membro Titular da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), Dr. Danilo Galante trata-se de uma alteração do pênis por lesão do (s) corpo (s) cavernoso (s), com posterior cicatrização e fibrose no local lesionado.

"A fibrose leva ao encurtamento do corpo cavernoso, comprometendo a elasticidade do membro e impedindo que se expanda normalmente. Isso leva a dor, deformidade e dificuldade de ereção e penetração", afirma o especialista. 

 

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DESDE A INFÂNCIA

Alguns meninos também apresentam esse quadro desde o nascimento (pênis curvo congênito), provocado por desproporção entre os tamanhos dos corpos cavernosos e uretra. Só requer tratamento se prejudicar o desempenho sexual no futuro.

QUANDO OCORRE

A doença de Peyronie é bastante comum e ocorre normalmente após uma relação sexual mais intempestiva ou masturbação (mais raro), e também pode acontecer durante a prática de esportes com trauma local, o que leva a inflamações penianas e formação de placas internas.

Segundo o especialista, existem níveis diferentes de gravidade, podendo afetar o homem esteticamente ou atrapalhando sua ereção.

O DIAGNÓSTICO

O diagnóstico é basicamente clínico, feito a partir de conversa com paciente, exame físico e por foto do pênis em ereção. Raramente se faz necessária ressonância magnética para visualizar a placa fibrótica. 

Quando o paciente sofre de dores e problemas sexuais decorrentes da doença é recomendado a realização de procedimento cirúrgico, no qual o médico geralmente encurta o lado bom.

O procedimento tem alta eficácia, mas leva a diminuição do tamanho do pênis. Isso dependerá da gravidade da curvatura.

"Outra cirurgia possível é alongar o lado encurtado. É uma cirurgia mais complexa, associada a índices maiores de impotência pós-procedimento", conclui Galante.

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