Neste mês, é celebrada a campanha “dezembro Laranja”, com objetivo de combater e prevenir o câncer de pele. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), os números de casos da doença no Brasil são preocupantes. Um levantamento, realizado no ano passado, apontou que foram registrados mais de 8 mil novos casos. Os vários tipos de câncer de pele correspondem a 27% de todos os tumores malignos no país.

Fatores
A dermatologista Betânia Sales explica que a exposição excessiva ao sol não é o único fator para o desenvolvimento do câncer de pele. “Existem mais fatores que contribuem para o surgimento da doença como a hereditariedade, quando o paciente tem um caso na família e por isso tem mais chance de adquirir. Outros tipos de câncer de pele estão relacionados a lesões anteriores na pele como cicatrizes, exposição a agentes químicos e radiação também são fatores para o surgimento da doença”, disse.

Tratamento
De acordo com Betânia o diagnóstico precoce do câncer de pele é muito importante para o tratamento da doença e a sua cura. “Felizmente hoje existem várias modalidades de tratamento. Existe cirurgia onde se faz a remoção do tumor, essa técnica possuí altos níveis de cura. Em casos de tumores menores a gente tem outras possibilidades de tratamento como a curetagem, e eletrosucção. Existe a criocirurgia para tipos de câncer bem superficiais e menores”, explicou.
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A especialista destaca também outras modalidades de tratamento. “Existe a cirurgia a laser com possibilidade muito pequena de sangramento, que é uma opção para pessoas que tem uma desordem sanguínea. Tem outras modalidades como terapia fotodinâmica, mas essa condição depende do tipo de câncer, além disso existe a radioterapia, quimioterapia, imunoterapia, medicações orais e também até as medicações tópicas”, declarou.

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