Uma nova pesquisa na área da medicina poderá revolucionar o tratamento de crianças diagnosticadas com diabetes. De acordo com o estudo publicado nesta quinta-feira (16) pela revista científica New England Journal of Medicine, a criação de um pâncreas artificial será capaz de ajudar no controle do açúcar no sangue de crianças que têm a doença.
O método será eficaz em crianças entre 2 e 6 anos de idade, que têm diabetes tipo 1. O órgão artificial será desenvolvido por cientistas do Centro de Tecnologia para Diabetes da Universidade da Virgínia, nos Estados Unidos.
De acordo com a pesquisa, o pâncreas terá uma bomba de insulina e será capaz de monitorar a glicose da criança, ajustando a dose de insulina que o sangue precisa para que o corpo funcione normalmente.
Para testar a eficiência da tecnologia, a pesquisa contou com a participação de 102 crianças com idades entre 2 e 6 anos. 68 delas foram escolhidas de forma aleatória para utilizar o pâncreas artificial.
Os dados obtidos pelos cientistas comprovam que as crianças que utilizaram o órgão artificial conseguiram controlar os níveis de insulina até 12% mais rápido que o outro grupo de crianças.
Os números são ainda mais positivos durante a noite, onde a eficiência do controle da insulina subiu para 18%.
Segundo o principal autor do estudo, Marc D. Breton, a tecnologia vai garantir mais segurança na vida dos pacientes. “No final das contas, essa tecnologia melhorou significativamente a glicemia e garantiu a segurança de nossos pacientes mais jovens. Mas, talvez tão importante quanto isso, diminuiu a ansiedade constante dessas famílias sobre os níveis de glicose, especialmente durante a noite”, explica o pesquisador.
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