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CARÊNCIA?

Tratar pets como "filhos" faz mal à saúde mental? Entenda

Especialistas alertam sobre a humanização excessiva de pets e seus impactos na saúde emocional dos tutores.

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Imagem ilustrativa da notícia Tratar pets como "filhos" faz mal à saúde mental? Entenda camera Tutores precisam cuidar dos limites de animais para equilíbrio da saúde mental. | (Freepik)

Cães e gatos conquistaram espaço nos lares e nos corações dos brasileiros, sendo frequentemente tratados como membros da família. No entanto, especialistas alertam que o excesso de humanização pode comprometer tanto o bem-estar dos pets quanto a saúde emocional de seus tutores.

“Os animais oferecem afeto, companhia e lealdade — sentimentos muitas vezes escassos nas relações humanas. Isso pode gerar uma ligação tão intensa que lembra o amor entre pais e filhos”, afirma a neuropsicóloga Deborah Moss, mestre em psicologia do desenvolvimento humano pela USP.

Em entrevista ao portal UOL, ela explica, ainda, que, embora essa conexão seja positiva, é preciso ter cuidado com projeções exageradas e expectativas irreais. “Transformar o pet em um ‘filho de faz de conta’ não é um problema, desde que não se espere dele comportamentos humanos ou respostas emocionais equivalentes”, completou.

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A presença de um pet, de fato, traz inúmeros benefícios à saúde física e mental. Estudos apontam que animais de estimação ajudam no controle do estresse, da ansiedade e até da depressão, além de incentivarem a prática de atividades físicas e transmitirem sensação de segurança. Entretanto, especialistas destacam que o amor pelos animais não deve substituir a convivência com outras pessoas.

“Quando toda a atenção e afeto estão direcionados exclusivamente aos pets, isso pode indicar dificuldades emocionais mais profundas, como medo da rejeição ou carência afetiva”, observa Moss. A recomendação é que os vínculos com os animais complementem — e não substituam — os laços humanos.

Regras são essenciais para o bem-estar animal

Do ponto de vista médico e comportamental, estabelecer limites e respeitar o espaço dos pets são atitudes fundamentais para uma convivência saudável. Os animais precisam de liberdade para agir como tais, o que também contribui para o desenvolvimento da responsabilidade nas crianças.

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Permitir que o pet durma na cama, por exemplo, não é um problema por si só, desde que o animal esteja com as vacinas em dia, limpo, e que o tutor não tenha distúrbios respiratórios ou do sono. Contudo, é importante observar se esse hábito não mascara uma dependência emocional. “Quando alguém só consegue dormir com o pet por perto, pode haver sentimentos de culpa ou solidão mal elaborados”, alertou Moss.

Quando o amor vira acúmulo

Um dos sinais mais preocupantes de desequilíbrio na relação com os animais é o acúmulo compulsivo. De acordo com a psicóloga Carla Guth, especialista em família e construcionismo pela PUC-SP, também em entrevista ao UOL, alguns tutores acabam adotando inúmeros animais como tentativa de preencher vazios emocionais.

“Essas pessoas geralmente se identificam com a dor e a fragilidade dos animais, mas perdem o controle. De protetores, podem se tornar opressores, mesmo sem perceber. Não é uma questão de maldade, e sim de saúde mental”, explicou Guth.

O transtorno do acumulador de animais pode estar associado a traumas, perdas, violência, depressão, transtornos de personalidade ou até demência. Em muitos casos, a pessoa não reconhece que não tem estrutura física, emocional ou financeira para cuidar adequadamente dos bichos.

Segundo Guth, é fundamental buscar apoio psicológico. “O discurso das boas intenções precisa ser confrontado com a realidade. Quando há sofrimento envolvido — tanto para o humano quanto para o animal — é preciso intervir”, concluiu.

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