Silencioso, agressivo e, normalmente, diagnosticado em estágio avançado. O câncer de pâncreas é responsável por milhares de mortes todos os anos. A doença voltou a chamar atenção após a morte da atriz potiguar Titina Medeiros, aos 49 anos, na última segunda-feira (12).
O caso reacende o alerta para um tipo de tumor com alta taxa de mortalidade e poucas chances de cura quando identificado tardiamente. Embora as causas exatas ainda não sejam totalmente conhecidas, especialistas apontam diversos fatores de risco, como tabagismo, consumo frequente de bebidas alcoólicas, obesidade, diabetes de longa duração, pancreatite crônica e dieta rica em gorduras e carnes processadas. Histórico familiar e síndromes genéticas também podem aumentar a probabilidade da doença.
O que é o câncer de pâncreas
O câncer de pâncreas surge quando células da glândula pancreática passam a se multiplicar de forma descontrolada, formando um tumor, geralmente no chamado pâncreas exócrino. A idade é outro fator relevante, já que a maioria dos diagnósticos ocorre após os 60 anos, embora casos em pessoas mais jovens também aconteçam.
Sintomas: por que o diagnóstico costuma ser tardio?
Um dos principais desafios é que, nas fases iniciais, o câncer de pâncreas pode não apresentar sintomas claros. Quando surgem, muitas vezes indicam doença avançada. Entre os sinais mais comuns estão dor abdominal persistente (que pode irradiar para as costas), perda de peso sem causa aparente, falta de apetite, náuseas, cansaço intenso e icterícia, caracterizada por pele e olhos amarelados. Alterações repentinas no diabetes também podem servir como sinal de alerta.
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Diagnóstico, tratamento e mortalidade
Não existe exame de rastreamento populacional para o câncer de pâncreas. O diagnóstico depende da avaliação clínica e de exames de imagem, como tomografia, ressonância magnética e ultrassom endoscópico. Em casos com histórico familiar importante, o acompanhamento periódico pode ajudar na detecção precoce.
O tratamento varia conforme o estágio da doença. Quando o tumor é localizado, a cirurgia é a principal opção, geralmente associada à quimioterapia. Em fases avançadas, o foco é controlar a progressão da doença e aliviar sintomas. Mesmo com os avanços da medicina, a taxa de sobrevida ainda é baixa: menos de 15% dos pacientes vivem cinco anos após o diagnóstico.
Quem foi Titina Medeiros
Nascida em Currais Novos (RN) e criada em Acari, Izabel Cristina de Medeiros, conhecida como Titina Medeiros, construiu uma trajetória marcante no teatro, cinema e televisão. Ganhou projeção nacional em 2012 ao interpretar a personagem Socorro na novela Cheias de Charme, da TV Globo. Ao longo da carreira, participou de produções como Geração Brasil, Onde Nascem os Fortes, Mar do Sertão e No Rancho Fundo (2024), além de atuar como diretora e formadora de novos artistas potiguares.
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