Mesmo com avanços no diagnóstico e no tratamento, a hanseníase ainda impõe desafios à saúde pública e exige atenção permanente da sociedade. Celebrado no último domingo de janeiro, o Dia Nacional de Combate e Prevenção da Hanseníase reforça a importância da informação, do enfrentamento ao preconceito e da busca precoce por atendimento. Em 2026, a data é lembrada em 25 de janeiro e integra as ações do Janeiro Roxo, campanha que mobiliza serviços de saúde e a população ao longo de todo o mês.
A Prefeitura de Belém, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma), intensifica as estratégias de prevenção, diagnóstico precoce e tratamento gratuito da doença pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Atualmente, 152 pacientes estão em tratamento contra a hanseníase na rede municipal, com acompanhamento contínuo nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs).
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Com o tema “Hanseníase: quem conhece, cuida. Quem cuida, cura”, o Janeiro Roxo busca fortalecer o papel da Atenção Primária à Saúde no enfrentamento da doença, por meio de ações educativas, mobilização social e ampliação do acesso aos serviços.
Segundo a diretora-geral da Sesma, Gabrielle Lobo, a campanha é essencial para incentivar a população a procurar atendimento logo nos primeiros sinais. “A hanseníase tem tratamento e cura, e o diagnóstico precoce é fundamental para evitar sequelas e interromper a transmissão. A rede municipal está preparada para acolher, diagnosticar e tratar os pacientes com cuidado, respeito e dignidade”, destaca.
Sinais de alerta e onde buscar tratamento
Todas as UBSs de Belém funcionam como porta de entrada para o diagnóstico e início do tratamento, que é gratuito e disponibilizado pelo SUS.
A hanseníase é uma doença infecciosa crônica que afeta principalmente a pele e os nervos periféricos. Os sinais de alerta incluem manchas na pele com alteração de sensibilidade, dormência, formigamento, fisgadas, fraqueza nas mãos e nos pés, além de feridas que não doem e não cicatrizam. Com o início do tratamento, a pessoa deixa de transmitir a doença.
A Sesma reforçou que a informação é uma das principais ferramentas no combate à hanseníase e orienta que qualquer sinal suspeito deve motivar a busca imediata por atendimento. “O diagnóstico precoce salva vidas e evita sequelas”, enfatiza Gabrielle Lobo.
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Como parte da programação do Janeiro Roxo 2026, a rede municipal segue promovendo atividades como avaliação de lesões suspeitas, educação em saúde, atendimentos a comunidades ribeirinhas, mobilização das equipes e oferta de serviços como testagens rápidas, vacinação e avaliações clínicas. A iniciativa reforça o compromisso do município com a prevenção, o cuidado integral e a superação do estigma ainda associado à hanseníase.
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