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PANCREATITE

Brasil registra 6 mortes associadas a canetas emagrecedoras

Com os óbitos suspeitos e centenas de notificações no Brasil, agência endurece controle sobre venda de medicamentos como Ozempic e Mounjaro

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Imagem ilustrativa da notícia Brasil registra 6 mortes associadas a canetas emagrecedoras camera Canetas emagrecedoras acenderam alerta de morte | Reprodução/Freepik

O uso indiscriminado de medicamentos agonistas do GLP-1, conhecidos popularmente como "canetas emagrecedoras", acendeu um alerta vermelho nas autoridades sanitárias brasileiras. O que antes era visto apenas como uma solução rápida para a perda de peso agora está sob a lupa da farmacovigilância devido a quadros graves de inflamação no pâncreas.

A preocupação não é isolada: o Brasil monitora um rastro de notificações que sugere que a busca pelo corpo ideal pode estar ignorando riscos vitais quando feita sem o devido rigor médico.

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O perigo oculto na inflamação do pâncreas

Os dados extraídos do sistema VigiMed revelam que a pancreatite, uma inflamação aguda e potencialmente letal do pâncreas, tornou-se o principal efeito adverso grave monitorado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). As ocorrências envolvem substâncias de última geração, como semaglutida e tirzepatida, presentes em marcas famosas como Ozempic, Wegovy, Mounjaro e Saxenda.

Embora os óbitos e as centenas de casos sejam classificados como "suspeitos", especialistas acreditam que a realidade pode ser ainda mais alarmante. Como a notificação de efeitos colaterais não é obrigatória para médicos e hospitais no Brasil, existe uma subnotificação crônica que oculta a real dimensão do problema.

Além disso, o avanço do mercado ilegal, que movimenta cerca de R$ 600 milhões por ano, introduz no organismo dos pacientes substâncias manipuladas ou falsificadas que não possuem qualquer garantia de dosagem ou segurança.

O desafio do diagnóstico em pacientes com obesidade

A investigação da Anvisa enfrenta um dilema clínico: o público que mais utiliza essas canetas, pessoas com obesidade e diabetes, já possui, estatisticamente, um risco maior de desenvolver pancreatite do que a população geral. Alexandre Hohl, diretor da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso), pondera que ainda é difícil isolar se a culpa é exclusivamente do remédio ou de condições prévias do paciente.

"Esses remédios são importantes e salvam vidas, mas podem se tornar perigosos se usados por pessoas sem indicação ou de fontes duvidosas", afirma Hohl. O monitoramento rigoroso do pâncreas passou a ser uma exigência inegociável nos protocolos de tratamento, visando identificar sinais precoces de inflamação antes que o quadro evolua para a falência do órgão.

Reflexo global e novas restrições de venda

O fenômeno não é exclusividade brasileira. No Reino Unido, as autoridades já contabilizam 19 mortes, o que provocou um alerta internacional no início deste mês. Globalmente, o número de notificações de pancreatite associadas a esses fármacos já ultrapassa a marca de 14,5 mil, com um total de 378 óbitos registrados em diversos países.

Como resposta direta a esse cenário, a Anvisa implementou em abril de 2025 uma regra mais rígida: a venda com retenção de receita médica. A medida tenta frear o uso estético por pessoas que não se enquadram nos critérios clínicos e garantir que cada caneta vendida tenha o acompanhamento de um profissional capaz de intervir ao primeiro sinal de dor abdominal intensa.

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O que dizem as farmacêuticas

Em nota, empresas como a Eli Lilly confirmam que a pancreatite aguda consta nas bulas como uma reação adversa "incomum, mas possível". A orientação oficial é que, ao sentir dores fortes que irradiam para as costas, o paciente suspenda o uso imediatamente e procure emergência médica, uma vez que o tratamento tardio da inflamação pancreática é um dos principais fatores que levam ao óbito.

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