A esclerose lateral amiotrófica (ELA) voltou ao centro do debate após o ator Eric Dane, conhecido mundialmente por interpretar o médico Mark Sloan na série Grey's Anatomy, tornar pública sua luta contra a doença. Ele revelou o diagnóstico em abril do ano passado, enquanto gravava a série Euphoria. Apesar dos avanços da ciência e da medicina, a ELA ainda não tem cura.
O que é a ELA?
A esclerose lateral amiotrófica é uma doença neurodegenerativa progressiva que atinge os neurônios motores, células responsáveis por controlar os movimentos voluntários do corpo. Com a degeneração desses neurônios, ocorre a perda gradual do controle muscular, comprometendo ações como andar, falar, engolir e respirar.
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A doença evolui ao longo de meses ou anos, levando à fraqueza muscular crescente e à atrofia (diminuição do volume dos músculos). Apesar das limitações físicas severas, a capacidade intelectual e os sentidos geralmente permanecem preservados na maioria dos pacientes.
Sintomas
Os primeiros sinais da ELA podem variar, mas costumam incluir:
- Fraqueza ou perda de força em mãos e pernas
- Dificuldade para falar (fala arrastada)
- Problemas para engolir saliva ou alimentos
- Falta de ar ou dificuldade para respirar
- Cãibras e espasmos musculares
Com a progressão da doença, os músculos respiratórios também são afetados. Complicações pulmonares, como infecções respiratórias, são uma das principais causas de morte.
Após o surgimento dos primeiros sintomas, a sobrevida média é de aproximadamente três a cinco anos, embora alguns pacientes possam viver por mais tempo.
Causas, diagnóstico e tratamento
Em cerca de 90% dos casos, a ELA ocorre de forma esporádica, sem causa conhecida. Aproximadamente 10% têm origem genética, sendo transmitidos hereditariamente. A doença é mais comum entre pessoas de 50 a 70 anos e é rara em jovens.
O diagnóstico da ELA é considerado complexo e pode levar, em média, cerca de 11 meses para ser confirmado. Isso ocorre porque não existe um exame laboratorial específico ou marcador sanguíneo capaz de identificar a doença com precisão.
Os médicos geralmente utilizam avaliação clínica, exames neurológicos e testes complementares para descartar outras condições com sintomas semelhantes.
Embora ainda não haja cura, os tratamentos disponíveis buscam retardar a progressão da doença, aliviar sintomas e melhorar a qualidade de vida do paciente. O acompanhamento multidisciplinar, com médicos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos e nutricionistas, é fundamental no cuidado com a pessoa diagnosticada com ELA.
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