Em muitos lares, um bolo caseiro representa conforto, festa ou simplesmente um momento de prazer. Mas nem sempre um pedaço aparentemente inofensivo está seguro para consumo. Um fenômeno pouco conhecido, chamado popularmente de “doença do fio”, pode transformar uma receita doce em um risco grave à saúde.
O alerta surgiu recentemente quando uma paciente percebeu algo estranho ao cortar uma fatia, a massa do bolo apresentava aspecto viscoso e elástico, formando fios que se esticavam a cada pedaço.
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Preocupada, ela enviou imagens do alimento a uma profissional da saúde para avaliação. O bolo apresentava sinais de deterioração microbiológica.
Segundo especialistas, a doença do fio é causada por bactérias do gênero Bacillus, especialmente Bacillus subtilis e Bacillus licheniformis. Diferente de muitos microrganismos, esses esporos resistem ao calor do forno e, se o bolo for armazenado em condições inadequadas de temperatura e umidade, podem germinar e se multiplicar. Durante esse processo, enzimas bacterianas degradam proteínas e amidos da massa, provocando a textura pegajosa e os fios característicos.
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Os sinais de contaminação incluem a formação de fios ao separar a massa, textura viscosa, odor desagradável ou fermentado e alterações no sabor. Tudo isso se deve à produção de polissacarídeos extracelulares, que modificam a estrutura do alimento e dão o aspecto elástico.
Embora nem sempre resulte em intoxicação grave, o consumo de bolos contaminados pode representar risco, principalmente para crianças, idosos e pessoas com imunidade comprometida. Por isso, especialistas recomendam que qualquer alimento com alteração de textura, cheiro ou sabor seja imediatamente descartado.
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