O ibuprofeno é um dos medicamentos mais utilizados no Brasil para tratar dores, febre e inflamações. Disponível sem receita, ele faz parte do grupo dos AINEs (Anti-Inflamatórios Não Esteroidais) e pode ser encontrado em comprimidos ou suspensão líquida, com diferentes dosagens. Contudo, apesar da popularidade, especialistas alertam para a necessidade de uso racional, respeitando doses e tempo de tratamento para reduzir riscos de efeitos adversos.
Além de atuar contra dores leves a moderadas, o ibuprofeno também é recomendado para sintomas comuns de gripe, dores musculares, reumatológicas, nas costas, cólicas menstruais e até dor de dente. O efeito dele costuma aparecer entre 20 e 30 minutos após a ingestão, durando de 4 a 6 horas, e é eliminado principalmente pelos rins.
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Como o ibuprofeno age e quais formas de uso?
Segundo os especialistas, o medicamento bloqueia a ação da enzima COX2, ligada à dor e à inflamação. Ele pode ser encontrado no mercado em comprimidos de 200mg, 400mg e 600mg, ou em suspensão (gotas) de 30mg e 100mg. A orientação é começar pela menor dose disponível e seguir sempre as instruções do fabricante, médico ou farmacêutico. Além disso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda tomar a dose certa e pelo período adequado para evitar complicações.
A administração de comprimidos deve ser feita com água ou leite, evitando álcool. Já a suspensão líquida pode ser diluída em água para reduzir o gosto amargo. Ainda segundo os especialistas, não há uma “melhor hora do dia” para tomar, mas o uso padrão é três vezes ao dia, a cada 8 horas. Em caso de esquecimento, não se deve dobrar a dose, apenas aguardar a próxima.
Quem deve evitar o ibuprofeno?
Pessoas alérgicas a AINEs ou ácido acetilsalicílico devem procurar orientação antes do uso. Pacientes com úlcera, gastrite, hipertensão não controlada, risco cardiovascular elevado, doenças hepáticas, insuficiência renal ou cardíaca, sangramentos e quem utiliza anticoagulantes ou antiagregantes plaquetários também precisam ter cautela caso usem a medicação.
Já as gestantes e lactantes devem evitar o ibuprofeno, especialmente no terceiro trimestre, devido a riscos de malformações cardíacas e prolongamento do trabalho de parto. Segundo os especialistas, o uso é contraindicado após a 30ª semana de gestação. Crianças e idosos podem usar, mas sempre com doses ajustadas e, em muitos casos, sob supervisão médica, principalmente menores de 2 anos.
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Possíveis efeitos colaterais e interações
Entre os efeitos adversos mais comuns do medicamento estão dor de cabeça, náusea, tontura e má digestão. Caso haja fraqueza, vômito com sangue, fezes escuras ou com sangue, dificuldade para urinar, piora da dor ou da febre, ou descontrole da pressão arterial, a orientação é procurar a ajuda médica.
Além disso, o ibuprofeno pode interagir com anticoagulantes, outros anti-inflamatórios, antidepressivos (inibidores de serotonina), diuréticos, anti-hipertensivos, esteroides, alguns antibióticos e medicamentos para diabetes. Alimentos também podem reduzir parcialmente a absorção do remédio, sendo o ajuste individualizado recomendado por médicos.
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