A busca pelo chamado “corpo perfeito” tem impulsionado o consumo de soluções rápidas para emagrecimento, muitas vezes sem a devida orientação médica. Nesse cenário, cresce também o mercado irregular de canetas emagrecedoras, vendidas sem controle adequado e fora das normas sanitárias. Além de prometerem resultados rápidos, esses produtos podem representar sérios riscos à saúde, especialmente quando produzidos ou comercializados de forma clandestina.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária anunciou nesta segunda-feira (6) um conjunto de medidas para endurecer o controle sobre farmácias de manipulação que vendem canetas emagrecedoras.
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De acordo com o órgão, algumas farmácias têm ultrapassado os limites permitidos por lei, produzindo medicamentos injetáveis em larga escala, algo restrito à indústria farmacêutica. Esse tipo de atuação configura uma irregularidade grave.
Fiscalização mais rigorosa
Entre as principais ações está o aumento do rigor na concessão e na fiscalização das Autorizações de Funcionamento. A Anvisa identificou que esses documentos vêm sendo usados de forma indevida para expandir a produção além do permitido.
Um caso recente chamou atenção: em Florianópolis, uma farmácia foi interditada, mas continuou funcionando. No local, fiscais apreenderam mais de 1,3 milhão de ampolas de tirzepatida, substância usada em tratamentos para emagrecimento. O volume encontrado se aproxima da produção anual de grandes fabricantes globais, levantando suspeitas sobre a dimensão da operação irregular.
Principais medidas adotadas
A estratégia da Anvisa inclui:
- Revisão das autorizações de funcionamento
- Intensificação das fiscalizações em todo o país
- Maior controle sobre a produção de injetáveis
- Combate a estabelecimentos que operam como indústrias clandestinas
Segundo fontes envolvidas nas inspeções, mais da metade das farmácias fiscalizadas apresenta algum tipo de irregularidade, muitas consideradas graves.
Alerta do setor farmacêutico
Entidades do setor já vinham acompanhando o avanço dessas práticas. O Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos relata o recebimento de até três denúncias semanais sobre venda irregular desses produtos.
Para especialistas, o cenário é preocupante. A falta de controle pode fazer com que pacientes utilizem substâncias sem saber exatamente sua origem, composição ou segurança.
Riscos à saúde
A principal preocupação das autoridades sanitárias é com a segurança dos consumidores. Medicamentos manipulados sem controle adequado podem ter eficácia comprometida, além de apresentar riscos de contaminação e ausência de rastreabilidade.
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Com o endurecimento das regras, a expectativa é conter o crescimento desse mercado paralelo e reforçar a proteção da saúde pública, especialmente diante do aumento da procura por tratamentos de emagrecimento.
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