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O que tem dentro da salsicha? Veja os riscos à saúde

Base da composição da salsicha combina carnes de diferentes origens, como frango, porco e boi, misturadas com gordura, água e aditivos. Veja os riscos à saúde!

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Imagem ilustrativa da notícia O que tem dentro da salsicha? Veja os riscos à saúde camera A salsicha é classificada como alimento ultraprocessado por passar por diversas etapas industriais. | Divulgação

Em meio à correria do dia a dia, alimentos práticos e de preparo rápido acabam ganhando espaço na mesa dos brasileiros. Entre eles, o cachorro-quente e outras receitas simples costumam ter um ingrediente em comum: a salsicha. De baixo custo e fácil consumo, ela se tornou presença frequente na alimentação de muitas famílias, especialmente em períodos de orçamento apertado.

No entanto, por trás da praticidade, a salsicha é um alimento ultraprocessado cuja composição vai muito além da carne e nem sempre é conhecida pelos consumidores.

Do que é feita a salsicha?

A salsicha é classificada como alimento ultraprocessado por passar por diversas etapas industriais. Sua base geralmente combina carnes de diferentes origens, como frango, porco e boi, misturadas com gordura, água e aditivos.

Um dos ingredientes mais comuns é a chamada carne mecanicamente separada (CMS), obtida a partir de resíduos de carne que permanecem nos ossos após o corte convencional. Esse material é triturado e incorporado à mistura.

Além disso, o produto pode conter amido, proteínas vegetais, sal, conservantes (como nitrito e nitrato), estabilizantes, realçadores de sabor e corantes. Esses aditivos ajudam a dar textura, sabor, cor e aumentar a durabilidade do alimento.

Após a formulação, a mistura passa por processos industriais como moagem, emulsificação, moldagem e cozimento, resultando em um produto padronizado e de longa vida útil.

Veja os riscos à saúde

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o consumo frequente de carnes processadas está associado ao aumento do risco de câncer, especialmente o câncer colorretal. Isso ocorre porque alguns compostos formados durante o processamento e a digestão podem causar danos às células do intestino ao longo do tempo.

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Além disso, o consumo regular desses produtos também está relacionado a um maior risco de doenças crônicas, como obesidade, hipertensão, diabetes e problemas cardiovasculares. Isso se deve, principalmente, ao alto teor de sódio, gorduras e aditivos químicos presentes nesses alimentos.

Entre os principais pontos de atenção estão os conservantes como nitritos e nitratos. Embora sejam importantes para conservar o alimento e evitar a proliferação de bactérias, eles podem formar substâncias potencialmente cancerígenas no organismo em determinadas condições.

Como analisar o rótulo

Antes de escolher o produto, é importante observar atentamente o rótulo. A lista de ingredientes e a tabela nutricional ajudam a entender o nível de processamento e a composição da salsicha.

Algumas orientações incluem:

  • Prefira produtos com listas de ingredientes mais curtas;
  • Verifique se a carne aparece como primeiro ingrediente;
  • Dê preferência a opções com menor teor de sódio e gordura;
  • Evite produtos com excesso de aditivos, como nitritos e nitratos.

Também é importante não se deixar levar apenas por termos como “light”, “de frango” ou “natural”, que nem sempre indicam uma opção mais saudável.

Consumo recomendado

Não existe uma quantidade considerada totalmente segura para o consumo regular de carnes processadas. Por isso, especialistas recomendam que a salsicha seja consumida apenas ocasionalmente, e não como parte frequente da alimentação.

Estudos indicam que o consumo diário de cerca de 50g de carnes processadas, aproximadamente uma salsicha, já pode estar associado ao aumento do risco de câncer colorretal ao longo do tempo. Por isso, a moderação é essencial.

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