Com o aumento de pessoas relatando febre, dores no corpo, diarreia e sintomas gripais durante as alternâncias climáticas, o termo "virose amazônica" voltou a ganhar força entre moradores da Região Norte. No entanto, segundo a médica infectologista Bárbara Alencar, a expressão não corresponde a uma doença específica, mas sim a um conjunto de infecções virais que circulam simultaneamente na região.
De acordo com a especialista, a população costuma utilizar o termo para descrever quadros semelhantes causados por diferentes vírus.
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"Quando eles usam esse termo 'virose amazônica', não é uma doença específica. Na verdade, são vários vírus circulando ao mesmo tempo", explica.
Entre os principais agentes estão os vírus da influenza A e B, rinovírus, coronavírus, que atualmente circula como um vírus respiratório comum, e o adenovírus.
Esses vírus podem provocar sintomas como febre, dor de cabeça, dores musculares e nas articulações, além de manifestações gastrointestinais, como náuseas, vômitos e diarreia.
Arboviroses também entram na lista
Por estar localizada na Região Norte, Belém também convive com a circulação de arbovírus transmitidos pelo mosquito Aedes aegypti.
Segundo Bárbara Alencar, doenças como dengue, chikungunya e zika apresentam sintomas muito parecidos com os das infecções virais respiratórias, o que pode dificultar a identificação da causa apenas pelos sinais clínicos.
"Na nossa região, não podemos esquecer das arboviroses, que também causam febre, dor de cabeça e dores no corpo", destaca.
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Quando é hora de procurar um médico?
Embora muitos casos evoluam de forma leve, a infectologista alerta que alguns sintomas indicam gravidade e exigem avaliação médica imediata.
Entre os principais sinais de alerta estão:
- febre persistente;
- falta de ar ou dificuldade para respirar;
- dores intensas;
- prostração acentuada;
- piora progressiva do quadro clínico;
- episódios de sangramento.
Segundo a médica, nessas situações o paciente deve procurar um serviço de saúde o quanto antes para investigação e tratamento adequado.
Como reduzir o risco de infecção
A especialista reforça que medidas simples continuam sendo as formas mais eficazes de prevenção.
Ela recomenda:
- lavar as mãos com frequência;
- manter uma alimentação equilibrada;
- manter a vacinação em dia;
- eliminar recipientes com água parada para evitar a proliferação do mosquito da dengue;
- evitar permanecer por muito tempo com roupas molhadas após chuvas.
Bárbara Alencar explica que as mudanças bruscas de temperatura podem afetar a resposta do organismo.
"Essa troca muito brusca de temperatura acaba interferindo na imunidade, tornando o organismo mais suscetível às infecções", afirma.
A médica ressalta que, diante da circulação simultânea de diferentes vírus na Amazônia, a melhor estratégia é manter os cuidados preventivos e buscar atendimento sempre que surgirem sinais de agravamento.
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