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AUMENTO DE CASOS

Sarampo: quem deve tomar a vacina, sintomas e outras dúvidas

Autoridades de saúde reforçam a importância da vacinação contra o sarampo e orientam a população a conferir a caderneta de imunização.

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Imagem ilustrativa da notícia Sarampo: quem deve tomar a vacina, sintomas e outras dúvidas camera O aumento dos casos de sarampo acende um alerta para a importância da vacinação. | Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O aumento de casos de sarampo acendeu um alerta das autoridades de saúde, que reforçam a necessidade de manter a vacinação em dia para evitar a disseminação da doença. Após a confirmação de 16 infecções neste ano, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) orienta a população, especialmente moradores da capital paulista, Guarulhos e São Bernardo do Campo, a verificar a situação vacinal e procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS), caso seja necessário atualizar a imunização.

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A vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Apesar da disponibilidade, a cobertura vacinal ainda está abaixo da meta estabelecida pelo Ministério da Saúde: a primeira dose alcançou 77,5% da população-alvo, enquanto a segunda chegou a 65,5%. O objetivo é atingir pelo menos 95% de cobertura em ambas.

REFORÇO É RECOMENDADO EM CIDADES COM CASOS CONFIRMADOS

Com a circulação do vírus, a SES-SP recomenda que moradores de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo com idade entre seis meses e 59 anos procurem uma UBS para receber uma dose de reforço contra o sarampo, independentemente do histórico de vacinação.

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Nos demais municípios, o esquema vacinal segue as orientações do Programa Nacional de Imunizações (PNI). Quem não sabe se está imunizado ou perdeu a caderneta também deve procurar uma unidade de saúde para avaliação e atualização do esquema vacinal.

QUANTAS DOSES DA VACINA NECESSÁRIAS?

A quantidade de doses varia conforme a faixa etária e o grupo ao qual a pessoa pertence.

Crianças:

  • Aos 12 meses: primeira dose da vacina tríplice viral.
  • Aos 15 meses: segunda dose, preferencialmente com a vacina tetraviral, que também protege contra a varicela.

Pessoas de 5 a 29 anos

  • Devem comprovar duas doses da vacina tríplice viral, respeitando o intervalo mínimo de 30 dias entre elas.

Adultos de 30 a 59 anos

  • Devem comprovar uma dose da vacina.
  • Profissionais da saúde
  • Precisam comprovar duas doses, independentemente da idade.

O QUE É DOSE ZERO?

Bebês entre seis meses e 11 meses e 29 dias podem receber a chamada "dose zero", aplicada como medida adicional de proteção em situações de risco. No entanto, essa aplicação não substitui as doses previstas no calendário vacinal, que continuam sendo obrigatórias aos 12 e aos 15 meses de idade.

ONDE TOMAR A VACINA?

A imunização contra o sarampo está disponível gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde. Antes de comparecer ao posto, a orientação é verificar o horário de funcionamento da unidade e, se possível, levar um documento de identificação e a caderneta de vacinação.

QUAIS SÃO OS SINTOMAS DO SARAMPO?

O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa e costuma apresentar sintomas como:

  • febre alta;
  • manchas vermelhas na pele, geralmente iniciadas no rosto e espalhadas pelo corpo;
  • tosse;
  • coriza;
  • conjuntivite;
  • mal-estar intenso.

COMO OCORRE A TRANSMISSÃO?

A transmissão acontece por meio das secreções eliminadas quando uma pessoa infectada tosse, espirra, fala ou até mesmo respira.

Além de ser altamente contagioso, o sarampo pode provocar complicações graves, como pneumonia, infecções no ouvido e inflamação no cérebro, principalmente em crianças pequenas, gestantes e pessoas com baixa imunidade.

O QUE FAZER AO APRESENTAR SINTOMAS?

Quem apresentar sinais compatíveis com o sarampo deve procurar uma unidade de saúde para avaliação médica e realização dos exames necessários para confirmar ou descartar a doença.

Enquanto houver suspeita da infecção, a recomendação é evitar contato com outras pessoas e informar aos profissionais de saúde se houve viagens recentes, contato com casos suspeitos ou se a vacinação está em dia.

VACINAÇÃO CONTINUA SENDO A PRINCIPAL FORMA DE PREVENÇÃO

As autoridades sanitárias reforçam que manter a vacinação atualizada é a estratégia mais eficaz para impedir a circulação do vírus e evitar novos surtos.

Os casos registrados neste ano envolvem desde bebês com menos de dois anos até adultos entre 20 e 50 anos, demonstrando que pessoas de diferentes faixas etárias podem ser afetadas quando não estão adequadamente imunizadas.

Além das informações disponíveis nas unidades de saúde, a população também pode consultar plataformas oficiais com orientações sobre vacinas, eficácia dos imunizantes, possíveis eventos adversos e esclarecimentos sobre doenças preveníveis por vacinação.

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