A gordura abdominal não é apenas uma questão estética. O acúmulo de gordura visceral, que se concentra ao redor de órgãos como fígado, estômago e intestino, está associado a maior risco de doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2 e alguns tipos de câncer. Alimentação inadequada, sedentarismo, consumo excessivo de álcool, estresse e noites maldormidas estão entre os fatores que podem contribuir para o problema.
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Com o envelhecimento, a situação também pode ficar mais difícil. Alterações hormonais, especialmente a partir dos 40 anos, podem diminuir a capacidade de queima de gordura e favorecer o depósito de gordura visceral, que também está relacionado a processos inflamatórios no organismo.
O QUE VAI PARAR NA BARRIGA
Alguns alimentos e bebidas merecem atenção especial para quem pretende reduzir a gordura abdominal.
1. Bebidas alcoólicas
O consumo elevado de álcool está associado ao aumento da circunferência da cintura. Segundo os dados reunidos pelo UOL, estudos apontam uma relação especialmente relevante quando a ingestão ultrapassa quatro porções de bebida por dia.
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Além das calorias, o consumo excessivo de álcool pode dificultar a manutenção de uma rotina saudável e contribuir para o aumento da gordura na região abdominal.
2. Alimentos ricos em açúcar
O excesso de açúcar também pode favorecer o acúmulo de gordura visceral. A atenção não deve ficar restrita apenas ao açúcar adicionado aos produtos industrializados.
Pesquisas citadas pela reportagem relacionam o consumo elevado de frutose ao aumento da gordura visceral. Até fontes consideradas naturais, como o mel, precisam ser consumidas com moderação quando fazem parte de uma dieta com excesso de açúcares.
Ultraprocessados também entram no radar. O consumo frequente desses produtos pode dificultar o emagrecimento e favorecer o aumento de gordura na região abdominal.
3. Frituras
Batata frita, salgados e outros alimentos preparados por imersão em óleo podem prejudicar a tentativa de diminuir a gordura abdominal.
Isso ocorre, entre outros fatores, porque muitas frituras apresentam quantidade elevada de gorduras saturadas e trans. O excesso desses tipos de gordura pode contribuir para problemas metabólicos e processos inflamatórios.
FAZER ABDOMINAL NÃO ELIMINA A BARRIGA
Um erro comum é acreditar que exercícios direcionados ao abdômen conseguem eliminar especificamente a gordura acumulada naquela região.
Os abdominais ajudam a fortalecer a musculatura, mas não provocam uma queima localizada de gordura. A redução depende do equilíbrio entre gasto energético e alimentação, além de mudanças consistentes no estilo de vida.
Por isso, uma estratégia para diminuir a gordura abdominal precisa ir além da academia.
7 HÁBITOS QUE AJUDAM A REDUZIR A GORDURA ABDOMINAL
1. Aumente o consumo de fibras
- Fibras solúveis podem aumentar a sensação de saciedade e ajudar na redução da gordura visceral.
2. Reduza o álcool
- Diminuir o consumo de bebidas alcoólicas é outra medida importante. Além da quantidade de calorias ingeridas, estudos relacionam o consumo elevado de álcool ao aumento da circunferência abdominal.
3. Priorize proteínas
- Uma alimentação com quantidade adequada de proteínas pode ajudar a controlar a fome e preservar a massa muscular.
4. Diminua o açúcar
- Reduzir a quantidade de açúcar, principalmente a ingestão excessiva de frutose, pode contribuir para o controle da gordura visceral.
5. Troque refinados por integrais
- Outra estratégia é diminuir carboidratos refinados e dar preferência às versões integrais.
6. Inclua probióticos
- Alimentos como iogurte natural e kefir podem fazer parte da alimentação de quem busca melhorar a composição corporal.
7. Coma peixes ricos em gordura boa
- Sardinha, salmão, anchova, arenque e cavala são fontes de proteína e ômega 3 e podem integrar uma alimentação equilibrada.
SONO E ESTRESSE TAMBÉM ENTRAM NA CONTA
Não é apenas o que chega ao prato que influencia a gordura abdominal. Dormir mal e viver sob estresse elevado também podem dificultar o controle do peso.
O sono adequado participa da regulação de hormônios relacionados à fome e ao armazenamento de gordura. Já situações de estresse aumentam o cortisol, hormônio que está associado ao acúmulo de gordura na região abdominal.
O sedentarismo e o tabagismo também podem piorar o cenário. A prática regular de atividade física, combinando exercícios aeróbicos e treinamento de força, faz parte de uma estratégia mais ampla para combater a gordura visceral.
A BARRIGA É UM SINAL DE ALERTA
A gordura visceral merece atenção porque fica armazenada em uma região diferente daquela gordura localizada logo abaixo da pele. Por estar próxima de órgãos importantes, seu excesso está relacionado a alterações metabólicas e inflamatórias que podem comprometer a saúde.
Por isso, reduzir a circunferência abdominal não deve ser encarado apenas como uma busca estética. Alimentação equilibrada, atividade física, sono adequado, controle do estresse e moderação no álcool formam um conjunto de medidas mais importante do que qualquer exercício isolado.
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