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SAÚDE

Infarto silencioso: 5 sinais que podem passar despercebidos

Falta de ar, cansaço, dor no estômago e até desconforto na mandíbula podem indicar um infarto e exigem atendimento rápido

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Imagem ilustrativa da notícia Infarto silencioso: 5 sinais que podem passar despercebidos camera Nem todo infarto provoca a tradicional dor forte no peito; sintomas como falta de ar e dor na mandíbula também podem ser sinais de alerta. | ( Divulgação)

Nem todo infarto começa com aquela conhecida dor forte no peito. Em alguns casos, os sintomas podem ser discretos ou diferentes do padrão mais conhecido, dificultando a identificação e atrasando a busca por atendimento médico. É o chamado infarto silencioso, que pode provocar danos ao coração mesmo sem a dor torácica tradicional.

Segundo dados do Ministério da Saúde citados pela cardiologista Lucianna Serfaty de Holanda, médica e professora de cardiologia da Afya Educação Médica Belém, entre 300 mil e 400 mil casos de infarto agudo do miocárdio (IAM) ocorrem por ano no Brasil.

“É um infarto que ocorre com sintomas atípicos, diferente do quadro clássico que as pessoas costumam associar à dor em aperto no peito, irradiando para o braço esquerdo”, explica a especialista.

Quais são os sinais?

Entre os sintomas que podem aparecer estão:

  • falta de ar;
  • cansaço diante de pequenos esforços;
  • desconforto ou dor no estômago;
  • dor na mandíbula;
  • mal-estar, náusea ou suor frio.

Como esses sinais podem ser confundidos com problemas digestivos, musculares ou odontológicos, algumas pessoas acabam adiando a procura por atendimento.

“Como podem parecer leves ou remeter a problemas digestivos, musculares ou odontológicos, muitas pessoas adiam a procura por ajuda médica; a demora, porém, aumenta o risco de danos irreversíveis ao músculo cardíaco”, alerta Lucianna.

Quem precisa ficar mais atento?

Alguns grupos podem apresentar manifestações atípicas com maior frequência, como idosos, pessoas com diabetes, pacientes com doença renal crônica e mulheres.

A cardiologista ressalta que o acompanhamento dessas condições deve ser individualizado e que mudanças repentinas na disposição, na respiração ou o surgimento de dores persistentes devem ser investigados, principalmente quando existem fatores de risco cardiovascular.

Infarto pode ser descoberto depois

Mesmo quando o episódio não é reconhecido no momento em que acontece, exames podem identificar sinais de uma lesão no coração.

O eletrocardiograma é um dos exames utilizados na investigação. Segundo a especialista, ele pode mostrar alterações compatíveis com uma cicatriz ou área eletricamente inativa. O ecocardiograma também pode auxiliar na avaliação.

Um estudo do Atherosclerosis Risk in Communities (ARIC), publicado em 2016 no Journal of the American College of Cardiology, acompanhou mais de 9 mil pessoas e apontou que cerca de 45% dos infartos identificados no estudo ocorreram de forma silenciosa, sem os sintomas clássicos que costumam levar o paciente ao atendimento.

Prevenção também é importante

A prevenção dos fatores de risco cardiovasculares é uma das principais formas de reduzir as chances de problemas cardíacos.

Entre as recomendações estão manter atividade física regular, reduzir o consumo de alimentos ricos em gordura e frituras e controlar condições como hipertensão, diabetes e dislipidemia.

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A especialista também alerta para o uso de esteroides anabolizantes sem indicação médica, utilizados por algumas pessoas com objetivos estéticos ou de desempenho físico.

Quando procurar ajuda?

Falta de ar súbita, dor ou desconforto persistente no peito, estômago, mandíbula, braços ou costas, além de suor frio, náusea e mal-estar intenso, são sinais que exigem atenção.

Diante desses sintomas, a orientação é procurar atendimento de emergência imediatamente. Identificar manifestações que fogem do quadro clássico pode fazer diferença para iniciar o tratamento o mais rápido possível.

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