Uma nova onda de caricaturas digitais domina as redes sociais neste início de 2026. A trend usa o ChatGPT para criar desenhos personalizados que representam usuários em seus ambientes de trabalho.
A participação na trend exige apenas uma foto e um comando simples enviado ao ChatGPT. Muitos usuários adotaram o seguinte prompt: "Crie uma caricatura minha no meu ambiente de trabalho, levando em conta tudo o que você sabe sobre mim".
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O assistente analisa a imagem e as informações previamente compartilhadas pelo usuário na plataforma. Com base nesses dados, a ferramenta gera um desenho que tenta refletir a profissão e características da pessoa.
O ImageGen, gerador de imagens da OpenAI, executa a criação dos desenhos, mas outras plataformas de IA também podem produzir resultados semelhantes.
Durante o processo, o ChatGPT pode solicitar detalhes adicionais ao usuário. A interação permite definir quais elementos devem aparecer ou ser excluídos da caricatura final.
Histórico de trends no ChatGPT
Esta não é a primeira vez que o ChatGPT impulsiona uma febre de criações artísticas. Em 2025, a plataforma registrou 1 milhão de novos usuários em apenas uma hora com a trend do Studio Ghibli.
O movimento permitia criar imagens no estilo do famoso estúdio japonês, responsável por produções como "A Viagem de Chihiro" e "Meu Amigo Totoro".
Aquela trend gerou debates sobre direitos autorais e apropriação de estilos artísticos pela inteligência artificial.
A própria OpenAI reconheceu que o uso de estéticas de terceiros representa um ponto sensível e afirmou ter implementado barreiras para evitar esse tipo de reprodução.
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No entanto, a empresa mantém exceções em casos específicos, como o do Studio Ghibli.
Críticas do fundador do Studio Ghibli
A popularidade da trend de 2025 resgatou declarações antigas de Hayao Miyazaki, fundador do Studio Ghibli. Em 2016, o cineasta de 84 anos expressou repulsa ao assistir uma demonstração de vídeo criado com inteligência artificial.
Miyazaki foi categórico em sua posição:
- Declarou que "nunca desejaria incorporar essa tecnologia" ao seu trabalho
- Afirmou sentir que o uso de IA na arte representa "um insulto à própria vida"
As palavras do cineasta japonês ganharam nova relevância com o avanço das ferramentas de geração de imagens por IA.
O debate sobre limites éticos e criativos da tecnologia permanece atual em 2026, especialmente com trends que viralizam rapidamente nas redes sociais.
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