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Facebook e YouTube na guerra da Caxemira

Antes de sair na rua, Ahmed pega suas duas principais armas de protesto: um xale para esconder o rosto e um celular com câmera para mostrar ao mundo o que está acontecendo. O jovem de 23 anos, que sobe vídeos no YouTube usando nomes como “oppressedka

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Antes de sair na rua, Ahmed pega suas duas principais armas de protesto: um xale para esconder o rosto e um celular com câmera para mostrar ao mundo o que está acontecendo.

O jovem de 23 anos, que sobe vídeos no YouTube usando nomes como “oppressedkashimir1”, é apenas um dentro do novo grupo de manifestantes com conhecimentos tecnológicos em área da Caxemira controlada pela Índia que começaram a usar as redes sociais para divulgar sua luta.

“Sou um soldado anônimo no movimento de resistência na Caxemira que usa o Facebook e o YouTube para combater a Índia”, disse Ahmed, que mostrou seu mais recente trabalho, uma montagem de vídeos e fotos de um protesto com uma canção popular de fundo musical. Tal como outros manifestantes, ele não quiser dar seu nome completo por medo de ser preso.

Nos últimos três meses houve um aumento de protestos violentos contra o regime na Caxemira, região dividida entre Índia e Paquistão e reivindicada por ambos.

Os manifestantes, na maioria jovens de jeans e camisetas com capuz, intitulam-se ‘’sangbazan”, ou “os atiradores de pedras”. Eles cobriram Srinagar e outras cidades da Caxemira com pichações com slogans pró-independência e entraram em confronto com as forças de segurança, chegando a cercar carros blindados e atirar pedras através dos orifícios deixados pelos tiros.

Já morreram pelo menos 64 pessoas, em sua maioria adolescentes. Prabhakar Tripathi, porta-voz da polícia de reserva, um grupo paramilitar, disse que é difícil responder a tais ataques. “Usamos balas em auto-defesa como último recurso”, disse.

Como os grupos estudantis de discussão estão proibidos e milhares de oficiais de segurança supostamente estão espionando os manifestantes, os jovens da Caxemira utilizam a Internet como um lugar para suas reuniões virtuais.

As redes sociais, embora presumivelmente vigiadas pela Índia, têm dado resultados mais efetivos do que qualquer outra forma de comunicação política na Caxemira, disse Shuddabrata Sengupta, um escritor de Nova Delhi que pesquisa sobre os meios de comunicação social na Índia. “A luta nas ruas e nos recessos do ciberespaço têm um caráter complementar,” disse.

Os atiradores de pedras usam o Facebook para debater o calendário semanal de protestos, discutir maneiras de cobrar ações dos líderes da Caxemira e para se informarem das novidades.

Um usuário levantou um debate sobre o papel dos intelectuais na Caxemira ao subir uma ilustração do teórico literário palestino-americano, Edward Said, jogando uma pedra perto da fronteira entre o Líbano e Israel. Na Caxemira, muitos intelectuais não se identificam abertamente com a luta, mesmo que a apoiem em segredo.

(AP)

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