Com o recurso, que ainda está em testes, usuário poderia controlar diversos aspectos do sistema com uma simples movimentação corporal.
A Canonical vem testando uma tecnologia que permitirá a utilização do Ubuntu, sistema operacional de código aberto, sem a ajuda de qualquer dispositivo externo.
Em vez de usar o mouse, por exemplo, o software poderia, com a ajuda de uma câmera, identificar os movimentos corporais do usuário e responder a eles, reconhecendo sua presença ou mesmo desligando as funções em sua ausência.
“Pensamos como o Ubuntu poderia se comportar sem precisar de qualquer dispositivo físico”, escreveu Christian Giordano, da Ubuntu, na última terça-feira (14/09) no blog oficial da companhia. “Não só detectando interações com a tela, mas analisando também a presença do usuário”.
Dentre as possibilidades, há recursos como a alteração de um vídeo para tela cheia de acordo com a distância do usuário em relação ao computador. Da mesma forma, se o usuário não está à frente do PC, qualquer notificação poderiam aparecer em um tamanho maior, para que pudesse ser lida a distância.
Interface 3D
Um gesto simples faria a máquina acessar um aplicativo no modo “Windows Parallax”, ferramenta que simula um ambiente 3D no desktop. Por exemplo, o usuário poderia se inclinar para o lado, como se quisesse bisbilhotar algo, para sinalizar que deseja ver o que há por trás da janela atualmente em primeiro plano.
Como alternativa à câmera, os movimentos poderiam ser identificados por sensores infravermelhos, explicou Giordano.
Gadgets inteligentes
A computação baseada em contexto não é algo novo em si, mas tais características poderiam fazer do Ubuntu Linux um dos primeiros sistemas operacionais a incorporá-la.
Nesta semana, o próprio diretor de tecnologia da Intel, Justin Rattner, durante conferência para desenvolvedores da empresa em São Francisco, comentou sobre o futuro mais intuitivo das máquinas e como a companhia estava se preparando para tornar os aparelhos mais inteligentes.
Atualmente, existe inclusive um programa que, de acordo com as feições do usuário, altera, ou mesmo cria, a fonte do usada pelo sistema.
Melhorando a produtividade
No setor corporativo os aplicativos tentariam melhorar a produtividade das empresas. Imagine uma tecnologia que pode antecipar qual software você usará a seguir ou perceber quem está à frente do computador, adaptando suas funções de acordo com o empregado que a manuseia.
Segundo a Canonical, os recursos testados não deverão chegar rapidamente ao Ubuntu. Ainda assim, diz Giordano, “seria ótimo ver o que a comunidade pensa e no que pode ajudar. Isso não significa que a nossa equipe não deverá voltar a desenvolver esses recursos em algum momento no futuro”. Com informações do site IDG Now!
(Diário do Pará)
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