Um momento de tensão seguido de uma forte tentação e um impulso para compras rápidas me tomou subitamente a consciência, enquanto estava lendo as últimas novidades de tecnologia.
Deixa eu explicar melhor. Todos sabem o impacto que o lançamento do iPad fez no mundo tech e dos desdobramentos teóricos e práticos da chegada de tablets, ou se preferir, computadores portáteis agregadores de mídia, além dos sistemas operacionais que estes rodam.
Acabamos de sair do lançamento do iPhone 4, no Brasil e já estamos aguardando esse impacto na realidade brasileira, a de poder andar pra cima e pra baixo com um computador de mão, multitouch, multitask e com acesso a internet. Mas todos sabemos o preço que isso vai ter.
Ao que tudo indica, essa revolução chegou mais cedo, passou uma rasteira na gigante de Steve Jobs (ao menos tentou) e vai lançar no Brasil um tablet custando a bagatela de R$700, rodando Android 1.6. As vendas se iniciarão a zero hora de hoje.
O iTablet, anunciado pela Timevision, e que não tem ligação nenhuma com a "maçã" e muito menos tem origens que eu considere diferentes de países asiáticos emergentes, ainda assim é uma promessa de hardware razoável para quem quer apenas entretenimento e diversão sem exigir muito da máquina.
Segundo as especificações, o tablet terá conexão via Wi-fi, uma porta USB para conexão do aparelho ao computador, memória interna de 4 GB, com slot de SD Card expansível até 32 GB tela de 7 polegadas, na proporção 16:9 Widescreen em resolução de 800x600, processador VIA MW8505 de 600 MHz (menor que o do iPhone 4, de 1 GHz) e memória RAM de 128 MB. Além de tudo, ainda é bonitinho.
Até o momento, tudo bem, mas pesquisando via internet sobre referências acerca do tablet mágico (ou não) parece que descobriram um aparelho parecidíssimo com o iTablet vendendo pela bagatela de R$300. E ai meu coração disparou, a boca ficou seca, o cartão de crédito começou a fazer volume na carteira e então pensei: "Ai Jesus!"
Pra não dizer que eu estou pondo em risco os leitores, aqui vai o site do primeiro tablet e do segundo. Eu não vou comprar, ainda, porque não sei se devo arriscar. Nunca ouvi falar do site e, mesmo tendo algumas boas referências via internet, também não sei da qualidade do produto, mas que é tentador, isso é.
Se alguém surtar, como eu surtei, e comprar, me avisem e me digam o que acharam.
(Yggor Araújo, Diário Online)
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