Mesmo com as críticas em torno do Facebook e sua política de privacidade, a Apple incorreu no mesmo erro e agora está sendo processada por um grupo de usuários do iPhone e do iPad que alegam que certos aplicativos repassavam informações pessoais a anunciantes sem consentimento prévio.
No processo que busca enquadramento como causa coletiva, apresentado a um tribunal federal na Califórnia, os usuários solicitam que seja proibido repassar informações sobre eles sem seu consentimento e sem remuneração [o que é justo].
Além da maçã, as fabricantes de aplicativos populares como Textplus4, Paper Toss, Weather Channel, Dictionary.com, Talking Tom Cat e Pumpkin Maker também foram apontados como réus no processo.
Segundo a petição apresentada, "Nenhum dos acusados informou devidamente os queixosos quanto às suas práticas, e nenhum obteve o consentimento deles para essas ações". Além disso, os acusantes afirmam que o número único de identificação que a Apple designa para seus aparelhos se tornou o principal atrativo para anunciantes externos que desejem rastrear de maneira confiável as atividades online dos usuários de aparelhos móveis.
Em abril, a Apple alterou seu contrato padrão com criadores de aplicativos, proibindo o envio de informações a terceiros, com exceção daquelas consideradas diretamente necessárias à funcionalidade dos programas. No entanto, o processo alega que a Apple não tomou medidas para implementar essa mudança na prática ou fiscalizá-la de maneira significativa, em decorrência de críticas dos grupos publicitários. (Yggor Araújo, Diário Online)
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