Os internautas e aficionados por tecnologia se surpreenderam na madrugada desta sexta-feira (6) quando foram baixar o aplicativo Tubby. Pouco depois do horário inicialmente marcado para o lançamento, o app chegou ao Google Play. Porém, ao invés do programa inicialmente prometido, havia um comunicado oficial em vídeo - o mesmo publicado no site oficial do Tubby, acompanhado da hashtag #aEsperaTerminou.
No vídeo, um suposto acionista explica as hashtags do aplicativo, sem dar mais detalhes sobre o app. No entanto, ao ativar o recurso de legendas, optando pelo idioma coreano, a mensagem verdadeira aparece. "Pessoas não são objetos, e a intimidade de um relacionamento, por pior que tenha sido, não pode ser exposta dessa forma. Esse tipo de aplicativo pode até ser 'mera brincadeira', mas dão as ferramentas para pessoas anonimamente fazerem estragos na imagem pública das outras, caso ainda mais grave nos dias atuais em que observamos intimidades filmadas por ex-namorados vazando na rede e tende repercussões drásticas".
O vídeo também não poupou críticas a aplicativos como o Lulu. "Sem falar no aspecto sexista, machista, hetenormativo e cruel, dentre outros retrocessos que essa futilidade promove. Vocês já ouviram falar de respeito, intimidade e privacidade?"
O Tubby prometia ser um aplicativo para avaliação do desempenho sexual de mulheres de forma anônima. O programa foi promovido como uma resposta ao Lulu, app criado para iOS e Android , para que mulheres possam dar notas aos rapazes, em critérios como aparência, humor e primeiro beijo, além de associar hashtags pré-estabelecidas a eles.
O aplicativo seria lançado nesta sexta-feira (6), mas teve seu lançamento adiado após decisão judicial. Você é contra ou à favor da proibição do Tubby?
(DOL)
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