O Google revelou uma vulnerabilidade na criptografia do SSL (Secure Sockets Layer). Pesquisadores da empresa anunciaram que um bug no SSL 3.0 pode ser usado para interceptar dados críticos que deveriam ser criptografados entre clientes e servidores.
O erro inicialmente permite que criminosos emitam uma mensagem aos usuários dizendo que o servidor não suporta o TSL (Transport Security Layer), um protocolo mais seguro que o SSL 3.0, e force o cliente a se conectar via SSL 3.0. A partir disso, os criminosos podem descriptografar cookies de segurança (rastros deixados pelos usuários que ficam salvos no computador para facilitar o carregamento das páginas em acessos futuros).
Em outras palavras, os dados que você achou que estivessem criptografados não estão. Por isso, os pesquisadores do Google Bodo Möller, Thai Duong e Krzysztof Kotowics recomendam que os servidores desabilitem o SSL 3.0. Assim, o protocolo padrão será o TSL e a exploração da falha não será possível.
Diante disso, o Google já anunciou que começará a testar mudanças no Chrome para desabilitar o SSL 3.0 e irá remover o suporte ao SSL 3.0 completamente de todos os seus produtos nos próximos meses. Já existe um recurso disponível no Chrome que desabilita o SSL 3.0.
A Mozilla planeja desativar o SSL 3.0 no Firefox. A empresa anunciou que vai disponibilizar um código para desativar o protocolo defeituoso. Além disso, quem estiver interessado em desabilitar o SSL 3.0 pode fazê-lo com o Controle de Versão SSL no Firefox. A empresa também disse que o SSL 3.0 será desabilitado por padrão no Firefox 34, que será lançado no dia 25 de novembro.
(DOL, com informações do Portal R7)
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