Um grupo de oito pessoas recebeu implantes de um pequeno chip de identificação por rádiofrequência (RFID) sob a pele da mão, em Estocolmo, na Suécia.
As pessoas são empresários de tecnologia, estudantes, web designers e consultores de TI. A idéia partiu de biohacker Hannes Sjoblad, que planeja conseguir até 100 voluntários nos próximos meses, com 50 implantes já realizados. Mas sua visão para o futuro é muito maior.
"Vamos chegar a mil, depois a 10 mil. Estou convencido de que essa tecnologia veio para ficar e, em breve, não vamos achar estranho ter implantes em nossas mãos", destacou.
"Ciborgues" voluntários
Sjoblad encontra voluntários nas redes sociais e comunidades de hackers na Suécia – pessoas que estão acostumadas a "brincar" com tecnologia. No momento, o chip implantado na mão age somente como interface de segurança, permitindo que os usuários abram as portas de suas casas sem a chave.
Para fazer isso, no entanto, eles precisam comprar fechaduras novas, que atualmente são caras. Com um uma pequena adaptação para telefones Android, o implante também consegue desbloqueá-los. Mas há potencial para muito mais funções.
"Acho que estamos apenas começando a descobrir o que podemos fazer com isso. (O chip) tem um potencial muito grande para registrar toda a vida de uma pessoa", diz Sjoblad.
Para aqueles que decidem deixar de ser ciborgues, o procedimento que Sjoblad realiza para implantar os chips é reversível e dura apenas cinco minutos. Mas ele não pretende remover o seu. "(O implante) É divertido, é algo que faz as pessoas puxarem papo. Ele abre discussões interessantes sobre o que é ser humano. Não serve só para abrir portas."
(DOL, com informações da BBC Brasil)
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