Há três anos, o microempresário Ítalo Wanghon, 21, era dono de uma loja física e de uma loja virtual onde trabalhava com a confecção e venda de camisas e canecas personalizadas. Porém, este investimento naquela época não deu certo devido à concorrência no mercado. “Belém já tinha uma loja que é referência em camisas personalizadas e para manter o site (loja virtual) eu precisava pagar hospedagem”, disse.
Atento as transformações no mercado e com uma visão empreendedora, Ítalo percebeu que as redes sociais estavam em ascensão e logo enxergou a oportunidade para conquistar o mercado, desta vez com outro tipo de produtos. “Foi quando criei a loja virtual, há quase três anos, e que hoje tem aproximadamente dois mil seguidores”, ressaltou.
A partir desta loja virtual, o microempreendedor passou a comercializar acessórios para aparelhos de celular. Hoje, a loja virtual já representa um empreendimento consolidado. “Eu já tive que contratar uma consultora e um motorista para atender a demanda de entregas diárias”, reitera.
Para o analista de mídias sociais Brunno Rêgo, a ascensão das redes sociais, em especial nos negócios, também se deve ao baixo custo de investimento e ao aumento da competitividade. “Micro e pequenas empresas agora podem competir de igual para igual com empresas de grande porte, já que quem as ‘escolhe’ é o público. É o público que decide se quer seguir, curtir, ou ser fã de uma determinada marca! É uma alternativa barata para divulgar marcas e produtos, mas que alcança um público cada vez maior e o aumento dos lucros”, destaca.
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