Presidente-executivo e cofundador do Facebook, Mark Zuckerberg anunciou no final da quinta-feira (26) que a empresa "concluiu com sucesso" testes no Reino Unido do uso de drones (aeronaves não tripuladas) que usam raios laser para transmissão de dados.
A ideia do uso dos veículos --que terão envergadura de 29 m, maior que a de aviões Boeing 737, segundo a companhia-- é levar conexão à internet a populações remotas.
Os drones têm massa inferior à de um carro e são alimentados por energia elétrica proveniente de painéis solares instalados nas suas asas, disse Zuckerberg.
É uma tecnologia alternativa às atuais conexões por torres celulares e também à de balões com conexão por ondas de rádio, que vem sendo testada no Brasil pelo Google no seu projeto Loon. A gigante de buscas também adquiriu uma companhia de drones, chamada Titan Aerospace, em abril do ano passado.
O Facebook diz ter realizado estudos por meio dos quais conclui que somente 10% das pessoas vivem fora do alcance de redes celulares, sejam elas 2G (de segunda geração), 3G ou mais novas.
Em entrevista à Folha de S.Paulo no mês passado, o executivo Ime Archibong, responsável pelo projeto de inclusão Internet.org do Facebook, disse que é por causa disso que a empresa também faz parcerias com teles para tornar mais acessível --às vezes gratuito-- o acesso a alguns serviços (incluindo, claro, a própria rede social) usando o celular.
Em janeiro e em fevereiro deste ano, a companhia lançou programas para acesso ao seu site e a serviços de internet públicos ou considerados essenciais (como a Wikipédia) na Colômbia e na Índia, respectivamente.
Não é a primeira vez que o Facebook menciona a operação de drones para conexão à internet. Em setembro do ano passado, o executivo Yael Maguire falara sobre o início dos testes em 2015 e sobre o tamanho das aeronaves.
(Folhapress)
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